quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um esgoto a preço de ouro!

Silvano Avelar


A Copasa cobra , em Paracatu, uma das taxas de esgoto mais caras do Brasil ! É isso mesmo, pagamos pela água que entra e pelo esgoto que sai e pagamos muito caro por isso. A taxa de esgoto cobrada pela Copasa alcança, em Paracatu, 75% ( setenta e cinco por cento) do valor da Taxa cobrada pela água, tudo na mesma fatura.

Correntes jurídicas majoritárias consideram inconstitucional a cobrança da Taxa de esgoto, principalmente quando isso ocorre na mesma fatura, utilizando a mesma base de cálculo. Primeiro, é necessário explanar que estamos falando de um tributo, uma taxa. Alguns ainda teimam em classificar a cobrança desse serviço como tarifa. A definição é simples: tarifa é um preço público, cobrado a partir de um serviço público não compulsório, facultativo. Dá-se como exemplo a tarifa de ônibus. O cidadão usufrui do serviço do transporte coletivo quando puder e onde quiser. Já a Taxa é um tributo, o serviço prestado é compulsório, obrigatório e é sempre instituído por Lei. Insta dizer que aos “olhos” do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, o que distingue a taxa do preço público é a compulsoriedade da primeira e a facultatividade deste último. Senão vejamos o teor de sua Súmula 545:“Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu”.

Daí, fica esclarecido que o que a Copasa cobra pelo serviço do esgoto é Taxa e não Tarifa. É simples, todo cidadão que possui um imóvel edificado é obrigado a pagar pelo serviço de água e esgoto. Mas , para nós, o que importa é que , sendo Taxa, esse tributo deve obedecer as normas constitucionais e aquelas contidas no Código Tributário Nacional.

Uma nova política de uma nova geração

Bruno Elias

“Vocês não nos deixam sonhar. Nós não os deixaremos dormir”

O Brasil vive um momento desafiador. Ao mesmo tempo em que é palco de conquistas sociais reconhecidas pelos seus e pelo mundo, possui a maior geração de jovens de sua história: somos aproximadamente 50 milhões de brasileiros, com idade entre 15 e 29 anos.

Por muito tempo, ao se falar de juventude, era comum o recurso ao saudosismo. Em oposição aos engajados da “geração de 68”, a nova geração de jovens seria apática, despolitizada e quando muito teria tido seu último suspiro político nas mobilizações estudantis do Fora Collor. Desconstituía-se, assim, não só a memória de ações reais de toda uma década, como a própria idéia de participação, organização e ação coletiva contemporânea.

A Geração Coca-Cola, cujos heróis “morreram de overdose” e perguntou “Que país é esse?”, lutou e participou ativamente das mudanças políticas dos anos seguintes. Nas eleições, votou em sua maioria pela mudança em 2002 e por sua continuidade em 2006 e 2010. De estatística das desigualdades sociais nas décadas perdidas passaram a ser alcançados pelas políticas sociais e pelo crescimento econômico dos últimos anos.

É com este país em mudança que uma nova geração de jovens entra em cena. Contrariando o senso comum de certos formadores de opinião e meios de comunicação, a estabilidade democrática e as novas tecnologias potencializaram novas formas de participação da juventude. Conectada ao mundo a partir da internet, percebemos nas redes sociais, na ação comunitária ou nas marchas libertárias dos últimos meses, uma atuação coletiva cada vez mais diversificada.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A campeã do Festival e a campeã do público

O VI Festival de Inverno da Música Brasileira em Paracatu, foi marcante. Com representantes de vários estados, foi um dos melhores já realizados na cidade. Veja as duas músicas que dividiram a preferência do público e dos jurados. Duas belíssimas músicas, duas letras extraordinárias, duas interpretações magníficas. A campeã do festival foi a música Magia, de Montes Claros, que levou também o prêmio de melhor arranjo. A outra música foi a preferida do público, Imperador do Mundo, de Natal-RN, interpretada pela paracatuense Ana Cristina e o Rubens. Apesar de aclamada pelo público, ficou em segundo lugar, além dos prêmios de melhor letra e melhor intérprete.


Magia - Campeã do VI Festival de Inverno da Música Brasileira




Imperador do Mundo - Vice-campeã do Festival e "Campeã do público"



A "criatividade" criminosa de Veja

Por Eliakim Araujo, no sítio Direto da Redação:

Final da década de setenta. O professor de jornalismo de uma conhecida faculdade carioca ensina que o bom jornalista deve usar de toda criatividade para obter uma informação privilegiada sobre algo ou alguém que esteja sob seu foco investigativo.

Até ai, tudo bem. Afinal, criatividade é qualidade que tem espaço em qualquer atividade profissional. No caso específico do jornalismo, é de indagar-se até onde a "criatividade" do repórter não ultrapassa os limites do direito à privacidade de uma pessoa, seja ela quem for.

No caso do professor carioca, ele deu como exemplo de criatividade uma antiga reportagem da revista Veja, na qual o repórter colheu informações do investigado, a partir do que encontrou em seu saco de lixo.

Maravilhados com a “esperteza” do repórter – que “molhou a mão” do funcionário do condomínio para apoderar-se do mencionado lixo - os jovens universitários aprenderam naquela aula que vale tudo para se obter uma informação sobre a pessoa que está sendo investigada. Afinal, em um saco de lixo era possível descobrir-se os hábitos de alguém, desde a preferência por comidas e bebidas, até, eventualmente, extratos bancários e de lojas comerciais que expõem a situação financeira do cidadão, o que ele compra, onde compra e quanto gasta. Sem falar de eventais revelações sobre as preferências politico-ideológicas e sentimentais da pessoa.

Claro, isso foi na década de 70. Nos dias de hoje, depois do advento da internet, com os papéis substituídos por informações digitalizadas que ficam guardadas na memória da máquina, o lixo já não tem a mesma importância estratégica de antigamente.

Agosto de 2011. Quase quarenta anos depois da aula do professor universitário, Veja segue a mesma política de incentivar a “criatividade” de seus repórteres.

Melhoram índices de saneamento no Brasil

As ligações de distribuição de água, os sistemas de esgotamento sanitário e a coleta de lixo cresceram no país entre 2008 e 2009. Baseado em coleta de dados do Ministério das Cidades, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) identificou 1,6 milhão de novos usuários do serviço de abastecimento de água, o que corresponde a um aumento de 16,6 mil quilômetros nas redes de distribuição em todo o país.

O esgotamento sanitário teve 1,1 milhão de novas ligações no período, quando foram instalados 16,5 mil quilômetros de novas redes de escoamento. O volume de esgoto tratado no país, atualmente, chega a 237 milhões de metros cúbicos.

Houve, no período avaliado, elevação de 215 milhões de metros cúbicos na produção de água, mas o consumo ficou em apenas 25% desse potencial, equivalente a 53,9 milhões de metros cúbicos.

Em 2009, o abastecimento de água beneficiou 4.891 municípios e o sistema de esgotamento sanitário, 2.409 municípios. Os números correspondem a 97,2% e a 81,5% do total da população urbana do país, respectivamente, em relação à rede de abastecimento de água e à de esgoto.

Houve também aumento da cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos, equivalente a 93,4%. A destinação final totalizou o montante de 24,9 milhões de toneladas de resíduos domiciliares e públicos. Foram despejados em aterros sanitários 16,2 milhões de toneladas, mais 5,9 milhões de toneladas para aterros controlados, 1 milhão de toneladas para unidades de triagem e de compostagem e 1,8 milhão de toneladas foram depositadas em lixões.

Minha Casa Minha Vida prevê R$ 126 bilhões para 2ª fase

Do blog Amigos do Brasil

Lançada pela presidente Dilma Rousseff no meio do ano, a segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida prevê desembolsos de R$ 126 bilhões até 2014. Assumindo que esse orçamento será igualitariamente distribuído durante o período de vigência, em 2011, está se falando de algo em torno de R$ 32 bilhões, o equivalente a dois Bolsas Família.

Mas, diferentemente do que ocorre com a política de acumulação de reservas internacionais e com os repasses do Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Minha Casa recebe o apoio da maioria dos economistas – tanto ortodoxos quanto heterodoxos.

Eles argumentam que o País tem hoje um déficit habitacional estimado em quase 6 milhões de moradias. Segundo a Caixa Econômica Federal, são 5,8 milhões de casas, 83% delas na zona urbana e 17% na rural.

A maior parte desse déficit, evidentemente, concentra-se na população de baixa renda. Com isso, o sistema financeiro privado, hoje, provavelmente teria pouco interesse em financiar essas construções. “Nesse caso, a presença do Estado sejustifica”, disse o professor de macroeconomia e finanças do Insper Marcelo Moura. O Insper é uma faculdade comsede em São Paulo conhecida por posições ortodoxas.

domingo, 28 de agosto de 2011

Cáritas de Paracatu ajuda a transformar a vida de pequenos produtores

A Cáritas Diocesana de Paracatu desenvolve vários projetos de geração de renda, assistência técnica e inclusão social na região.
Dentre os programas executados pela entidade, com recursos do Governo Federal, a Cáritas presta assistência técnica aos assentados da reforma agrária no município de Unaí. Veja a reportagem abaixo:




O ponto sem retorno de Veja

Por Luis Nassif

Veja chegou a um ponto sem retorno. Em plena efervescência do caso Murdoch, com o fim da blindagem para práticas criminosas por parte da grande mídia no mundo todo, com toda opinião esclarecida discutindo os limites para a ação dá mídia, ela dá seu passo mais atrevido, com a tentativa de invasão do apartamento de José Dirceu e o uso de imagens dos vídeos do hotel, protegidas pelo sigilo legal.

Até agora, nenhum outro veículo da mídia repercutiu nenhuma das notícias: a da tentativa de invasão do apartamento de Dirceu, por ficar caracterizado o uso de táticas criminosas murdochianas no Brasil; e a matéria em si, um cozidão mal-ajambrado, uma sequência de ilações sem jornalismo no meio.

Veja hoje é uma ameaça direta ao jornalismo da Folha, Estadão, Globo, aos membros da Associação Nacional dos Jornais, a todo o segmento da velha mídia, por ter atropelado todos os limites. Sua ação lançou a mancha da criminalização para toda a mídia.

Quando Sidney Basile me procurou em 2008, com uma proposta de paz – que recusei – lá pelas tantas indaguei dele o que explicaria a maluquice da revista. Basile disse que as pessoas que assumiam a direção da revista de repente vestiam uma máscara de Veja que não tiravam nem para dormir.

Recusei o acordo proposto. Em parte porque não me era assegurado o direito de resposta dos ataques que sofri; em parte porque – mostrei para ele – como explicaria aos leitores e amigos do Blog a redução das críticas ao esgoto que jorrava da revista. Basile respondeu quase em desespero: "Mas você não está percebendo que estamos querendo mudar". Disse-lhe que não duvidava de suas boas intenções, mas da capacidade da revista de sair do lamaçal em que se meteu.

Não mudou. Esses processos de deterioração editorial dificilmente são reversíveis. Parece que todo o organismo desaprende regras básicas de jornalismo. Às vezes me pergunto se o atilado Roberto Civita, dos tempos da Realidade ou dos primeiros tempos de Veja, foi acometido de algum processo mental que lhe turvou a capacidade de discernimento.

Tempos atrás participei de um seminário promovido por uma fundação alemã. Na mesa, comigo, o grande Paulo Totti, que foi chefe de reportagem da Veja, meu chefe quando era repórter da revista. Em sua apresentação, Totti disse que nos anos 70 a revista podia ser objeto de muitas críticas, dos enfoques das matérias aos textos. "Mas nunca fomos acusados de mentir".

Definitivamente não sei o que se passa na cabeça de Roberto Civita e do Conselho Editorial da revista. Semana após semana ela se desmoraliza junto aos segmentos de opinião pública que contam, mesmo aqueles que estão do mesmo lado político da publicação. Pode contentar um tipo de leitor classe média pouco informado, que se move pelo efeito manada, não os que efetivamente contam. Mas com o tempo tende a envergonhar os próprios aliados.

Confesso que poucas vezes na história da mídia houve um processo tão clamoroso de marcha da insensatez, como o que acometeu a revista.

Wikileaks: Para EUA, Veja fabricou proximidade do PT com as FARC por objetivos políticos

No dia 16 de março de 2005, a revista semanal Veja publicou a matéria "Os Tentáculos das FARC no Brasil", em que detalhava uma possível relação entre membros do PT (Partido dos Trabalhadores) com a guerrilha colombiana. O caso, porém, foi relatado pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília como um exagero, além de uma tentativa de "manobra política". O documento da embaixada com o relato foi divulgado pelo Wikileaks.

Segundo a matéria, candidatos petistas teriam recebido 5 milhões de dólares da guerrilha durante uma reunião no ano de 2002, em uma fazenda próxima a Brasília. Na ocasião, membros do PT teriam se encontrado com o representante da organização colombiana no país, Francisco Antonio Cadenas, e acertado os detalhes. O objetivo seria financiar a campanha de reeleição do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).....

O partido, porém, negou as acusações e a Veja não conseguiu provas documentais sobre a transferência de dinheiro.

Para embaixada norte-americana, a revista "exagerou o real nível das relações entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o PT", segundo o documento datado de março de 2005. Isso porque, após as acusações, membros da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em Brasília, que de acordo com a revista, estavam infiltrados no encontro, não obtiveram provas concretas sobre o recebimento de dinheiro.

Citado pela embaixada norte-americana, o general Jorge Armando Felix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Abin e que acompanhou a investigação, afirmou que os documentos internos da agência citados pela Veja como provas foram "forjados", já que não estavam nas formatações da agência.

sábado, 27 de agosto de 2011

Um choque de gestão para a candidatura Aécio

Por Raymundo Costa

O presidenciável tucano Aécio Neves tem um Plano B, para o caso de não concorrer à Presidência: disputar o governo de Minas Gerais, pois Antonio Anastasia não tem mais direito à reeleição e o grupo hoje no poder não vê outra opção para vencer em 2014. O Plano B de Aécio é a cada dia um Plano B+, que pode se transformar em Plano A, sobretudo se Luiz Inácio Lula da Silva for o candidato do PT à sucessão de Dilma Rousseff. De certa forma, Aécio tem frustrado as expectativas que os tucanos depositavam na sua liderança para voltar ao poder daqui a quatro anos.

A perspectiva de poder, às vezes, é mais forte que o poder em si. Se não esperava tanto de Aécio, o PSDB, após as eleições de 2010, contava ao menos que o ex-governador de Minas, a esta altura, já tivesse se firmado como alternativa incontestável a Dilma, Lula e ao PT. Mas paira no ninho uma reversão de expectativas – real e que ainda pode ser contida, mas que deixa perplexo o partido.

A atuação de Aécio, em cinco meses de Senado, é talvez o melhor exemplo do anticlímax. Demorou a falar. Quando subiu à tribuna, pronunciou um discurso vazio. Evidentemente, com a fama que o precedia, foi prestigiado com um plenário cheio e muitos apartes. Mas de concreto sobraram apenas os elogios dos governistas – que o proclamaram líder da oposição e o candidato presidencial do PSDB em 2014 -, e a sensação dos oposicionistas de que Aécio não se preparou para se apresentar como uma opção aos 12 anos de governo que o PT estará por completar nas próximas eleições presidenciais.

Faltaram, ao discurso, brilho intelectual e uma visão de Brasil como tinha, por exemplo, o avô do senador, o presidente Tancredo Neves, morto antes de tomar posse no cargo, em 1985. Mesmo alguns improvisos de Tancredo tinham estilo e conteúdo. Se falta um projeto e uma ação legislativa mais firme, qual será a arma de Aécio em 2014? A simpatia, a média com os companheiros, o chamado estilo mineiro de fazer política?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Descaso da Kinross irrita comunidade e pode provocar o fechamento da BR-040

Há vários meses, moradores das redondezas da mina têm se mobilizados e procurado negociar com a empresa, compensações para os prejuízos materiais e de saúde à que estão submetidos, sem obter nenhum êxito.

Até agora, no entanto, a empresa parece não ter disposição de atender os pedidos da população que sofre com a poeira, com os danos às suas casas provocados pelas constantes explosões e com a omissão da empresa e da Prefeitura Municipal diante da dúvida quanto aos índices de contaminação do ar.

O movimento, liderado pela Central de Associações, está crescendo e já conta com o apoio de várias lideranças comunitárias e políticas da cidade. Para Jueli Cardoso, secretário de comunicação do PT municipal, o interesse maior nunca foi nem será fechar a empresa. No entanto, segundo ele “não podemos deixar de lutar ao lado do povo que está sofrendo com os desmandos. Pessoas pobres, tendo suas casas, sua saúde, seus filhos prejudicados pela intransigência dos dirigentes da empresa em julgar que estão certos.” Para ele é preciso “fortalecer essa luta e convencer a empresa a negociar reparos e benefícios maiores à população diretamente atingida e a toda população de Paracatu.

Numa crítica à atuação da Prefeitura ele cobra uma postura diferente do prefeito: “Devemos exigir da Prefeitura a obrigação de estar ao lado da população, ao contrário de ficar reivindicando migalhas de shows de Luan Santana e mendigando irrigação de estradas onde vão passar com cavalgadas particulares. Onde já se viu um prefeito agindo desta maneira?”Após dizer que é necessário uma postura firme para que Paracatu não fique apenas com o buraco e os problemas depois, Jueli alerta: “Se a empresa não negociar a comunidade está disposta a realizar uma paralisação da BR 040 como maneira de chamar atenção nacional para o problema.”

Juelí reforça: “Queremos o resultado urgente dos levantamentos epidemiológicos da população para saber se existe contaminação devido à mineração.”

Como se vê, o movimento está se fortalecendo porque a cidade não suporta mais a poeira, o descaso e as dúvidas sobre os riscos, a que toda a população está submetida.

O SANEAMENTO EM PARACATU

“Os grandes feitos nestes 15 anos”

Por Jueli Cardoso

Na audiência pública convocada pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia Legislativa de Minas surgiram fatos e lembranças que mostram claramente a evolução do saneamento básico em Paracatu. Antes, desde que a COPASA assumiu o sistema, faziam pequenas obras que não conseguiam suprir a demanda de água, faziam pequenas redes de esgoto para jogar os efluentes nos córregos e não encaravam de frente o problema. Até que, por volta dos anos 1995/96, aconteceu o início do caos da falta de água. Anos de fortes secas, recursos hídricos em franca diminuição nos córregos, racionamento de água no centro da cidade e falta d’água de até três dias na maioria dos bairros da periferia com o povo carregando latas na cabeça para abastecer minimamente suas necessidades.

Neste quadro foi quando o então Deputado Almir Paraca propôs lutar junto com a população e conseguiu, aliado com várias outras lideranças, trazer a obra do sistema de captação e tratamento do Santa Izabel. Foi um alívio para a população! Aí iniciaram-se as grandes obras de saneamento no município.

O INICIO DE UM PLANO

Quando o PT e partidos aliados entraram na prefeitura, com Almir prefeito, a partir de 97, iniciamos um plano para resolver o problema de saneamento na cidade. Sabíamos da importância do assunto para o povo. Sanear significava fazer saúde e resolvemos contrariar a máxima de que obra enterrada não dava votos, debruçando na busca das soluções. Sonhávamos com 100% de água e esgoto tratados e brincávamos que no caso do esgoto, como muita gente possuía fossas em casa, deveríamos atingir uns 98%. Era uma grande meta!.. E para cumpri-la?!.. teríamos que ir à luta!... E fomos!..

Mídia vai denunciar vôos de Beto Richa?

Por Altamiro Borges

Como alertou Luis Nassif, nos últimos dias a velha mídia resolveu fazer a "escandalização dos jatinhos". As denúncias sobre o uso de aeronaves particulares são seletivas; atingem exclusivamente os integrantes do atual governo. "Se a mesma prática for exercitada por aliados [da velha mídia], seja seletivo: aliados não podem ser criticados", ironiza o blogueiro (leia aqui).

Esta nova onda denuncista visa desgastar a imagem do governo Dilma, paralisar a sua gestão e implodir a sua base de apoio no Congresso Nacional. Ela é hipócrita e lembra o velho moralismo udenista, que resultou na morte de Getúlio Vargas e no golpe militar de 1964. Como retrucou o deputado Pepe Vargas (PT/RS), "se um dia houver uma CPI da Carona, não sobrará um aqui no Congresso”.

E os voos particulares dos tucanos?

Mas a malandragem da mídia venal não resiste aos fatos. Vários blogueiros têm denunciado o uso de jatos particulares pelo presidenciável tucano Aécio Neves (leia aqui). Agora, o blogueiro Esmael Morais - que não teme a truculência do governador do Paraná, que já o censurou várias vezes - informa que "empresário pagou viagem particular de Beto Richa em helicóptero". Leia abaixo:

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dilma lança novo microcrédito com juros de 8% ao ano

O lançamento ocorreu no Palácio do Planalto, onde também foi anunciada redução da Taxa de Abertura de Crédito (TAC) de 3% sobre o valor financiado para 1% sobre o valor do crédito. Os juros menores têm como objetivo melhorar o desempenho das operações de crédito, ampliando a capacidade de produção dos microempreendedores e, consequentemente, gerando mais emprego e renda.

A principal característica do programa, de orientação do crédito ao empreendedor, será mantida. Os financiamentos continuarão direcionados aos empreendedores informais (pessoas físicas), empreendedores individuais (EI) e microempresas com faturamento de até R$ 120 mil anuais.

O governo também estabeleceu metas para o volume de recursos destinados a empréstimos desse tipo. Até o final deste ano, os bancos da Amazônia, do Nordeste, do Brasil e Caixa Econômica Federal terão de comprovar emprestar R$ 654 milhões nas linhas de financiamento do programa e atender a, pelo menos, 734 mil clientes. Para o próximo ano, o valor sobe para R$ 1,73 bilhão e 2,24 milhões de pessoas contempladas. Em 2013, para R$ 3 bilhões e 3,46 milhões de beneficiários. Estima-se que a carteira ativa poderá chegar a R$ 3 bilhões, divididos entre os bancos.

Para garantir taxas de juros mais baixas, o Tesouro Nacional repassará recursos às instituições financeiras. Na equalização - subsídio para bancar taxas de juros inferiores ao custo de captação do dinheiro -, o Tesouro gastará R$ 50 milhões em 2011, R$ 310 milhões em 2012 e R$ 483 milhões em 2013.

Na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o custo para o Tesouro será compensado pela redução das despesas dos programas sociais, à medida que os beneficiários vão montando seus próprios negócios. “Vale a pena sim [usar dinheiro do Tesouro para subsidiar as taxas de juros]. Significa que gente vai deixar de depender do Bolsa Família e de outros programas subsidiados. Portanto, gasta-se numa ponta, mas deixa-se de gastar em outra”, afirmou.

Para que as operações comecem a ser contratadas, o governo vai promulgar Medida Provisória autorizando a União a conceder subvenção econômica.

O valor de cada operação de crédito, seja para capital de giro seja para investimento, pode chegar a R$ 15 mil, com prazo de pagamento pactuado entre as instituições financeiras e o tomador, de acordo com o tipo de empreendimento e uso do recurso.

Instituições privadas

Os bancos privados também serão estimulados a oferecerem empréstimos com juros menores. Para isso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinará que as instituições financeiras destinem parte dos 2% dos depósitos à vista que já são obrigadas a destinar ao microcrédito brasileiro para as linhas do Programa Crescer. Com isso, o governo aposta que esse percentual será atingido de maneira escalonada, sendo 10% a partir de 1º de janeiro de 2012, 40% em 1º de julho de 2012, 60% em 1º de janeiro de 2013 e 80% em 1º de julho de 2013.

“Faxina contra a pobreza”

Após participar da cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Microcrédito, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff reforçou que o centro de seu governo é o combate à miséria e o crescimento do país.

Durante entrevista coletiva, ao ser questionada sobre novas demissões, Dilma disse não concordar com o termo “faxina” utilizado pela grande mídia para tratar de questões relacionadas às demissões de integrantes do governo e afirmou que faxina, em seu governo, é contra a pobreza e a miséria.

“Essa pauta de demissões que fazem ranking não é adequada para um governo. Essa pauta, eu não vou jamais assumir. Não se demite nem se faz escala de demissão todos os dias (…). Baseada nesses princípios [da Justiça moderna], eu tomarei todas as providências”, afirmou.

A presidente enfatizou que não aceitará, "em hipótese alguma", que alguma pessoa de seu governo seja condenada sem respeitar os preceitos da Justiça moderna, aos direitos individuais e liberdades. "A lei é igual para todos. Não tem quem esteja acima da lei. É importantíssimo respeitar a dignidade da pessoas e não submetê-las a condições ultrajantes", concluiu Dilma.

Com relação à crise financeira internacional, Dilma reiterou que o Brasil está em melhores condições de enfrentar a crise do que estava em 2008, quando o desequilíbrio financeiro teve início. Para ela, não haverá catástrofes como a quebra do Lehman Brothers, então quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, que pediu concordata em 2008.

Com informações do Blog do Planalto e Agência Brasil

Alento aos desolados com a Igreja

Leonardo Boff

Atualmente há muita desolação com referência à Igreja Católica institucional. Verifica-se uma dupla emigração: uma exterior, pessoas que abandonam concretamente a Igreja e outra interior, as que permanecem nela mas não a sentem mais como um lar espiritual. Continuam a crer apesar da Igreja.

E não é para menos. O atual Papa tomou algumas iniciativas radicais que dividiram o corpo eclesial. Assumiu uma rota de confronto com dois importantes episcopados, o alemão e francês, ao introduzir a missa em latim; elaborou uma esdrúxula reconciliação com a Igreja cismática dos seguidores de Lefebvre; esvaziou as principais instituições renovadoras do Concílio Vaticano II, especialmente o ecumenismo, negando, ofensivamente, o título de “Igreja” às demais Igrejas que não sejam a Católica e a Ortodoxa; ainda como Cardeal mostrou-se gravemente leniente com os pedófilos; sua relação para com a AIDs beira os limites da desumanidade.

A atual Igreja Católica mergulhou num inverno rigoroso. A base social de apoio ao modelo velhista do atual Papa é constituída por grupos conservadores, mais interessados nas performances midiáticas, na lógica do mercado, do que propor uma mensagem adequada aos graves problemas atuais.

Jato do Aécio e aparelhamento da estatal

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

A imprensa poderia investigar e divulgar a história do dono do jatinho do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi aparelhado na presidência da estatal do governo tucano em Minas Gerais.

O senador tucano voa no jato prefixo PT-GAF, avaliado em R$ 24 milhões. A assessoria de imprensa do senador tucano explica que o "Aeroaécio" pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes e padrasto de Aécio, falecido há 2 anos. O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda. Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.

A coisa complica quando o então governador Aécio nomeia um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).

Para piorar, a Codemig atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho - empresário de mineração, laureado pelo governo do estado - foi diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e atualmente ocupa cargo similar na Companhia Mineradora de Minas Gerais.

Tem muita coisa errada aí... onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa corte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Relembrando o Sertões e Veredas

Na semana do Festival de MPB de Paracatu, um clipe produzido pelo blog relembra um grupo paracatuense que marcou a histórias dos festivais na cidade: o grupo Sertões e Veredas.


Fragmento - Sertões e Veredas


Fotos: Udelton da Paixão
Música: Sertões e Veredas

Produtores de Paracatu participam da Feira da Agricultura Familiar de Minas Gerais

A agricultura familiar é responsável por 38% de toda a produção agropecuária do Brasil. Enquanto a agropecuária empresarial  produz para exportação, são os pequenos produtores que colocam comida na mesa da maioria da população.

Em Paracatu, a agricultura familiar tem uma importância fundamental na geração de renda e emprego.

Fortalecida por programas como o PRONAF, o Luz para Todos, o PAA-Programa de Aquisição de Alimentos, dentre outros, o setor ajuda a impulsionar a economia local e dá demonstrações de vitalidade, como na participação dos produtores do Assentamento XV de novembro na AGRIMINAS, em Belo Horizonte.

A 6a. Feira da Agricultura Familiar foi realizada na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte do dia 19 a 21 deste mês

Os moradores do projeto de assentameto XV de Novembro, em Paracatu (MG), levaram para Belo Horizonte seus artesanatos feitos em cabaça, além de pimenta, tempero, doces e a cabaça in natura. “A produção de cabaça é renovável e nos possibilita desenvolver uma imensidão de artesanatos” explica Lourival Caldas Filho. Apenas no primeiro dia foram vendidas 600 cabaças para um comerciante de São Paulo. “Além de vender na feira conseguimos fazer muitos contatos para vendas futuras” afirma Sr Lourival.

“Comparecemos em todas as edições da feira, trazendo nosso artesanato feito em cabaça”, destaca Lourival Araújo Caldas Filho, morador do assentamento XV de Novembro em Paracatu MG.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Um grito mudo

Frei Betto

A foto do jornal me causou horror. A criança somali lembrava um ET desnutrido. O corpo, ossinhos estufados sob a pele escura. A cabeça, enorme, desproporcional ao tronco minguado, se assemelhava ao globo terrestre. A boca –ah, a boca!– escancarada de fome emitia um grito mudo, amargura de quem não mereceu a vida como dom. Mereceu-a como dor.


Ao lado da foto, manchetes sobre a crise financeira do cassino global. Em dez dias, as bolsas de valores perderam US$ 4 trilhões. Estarrecedor! E nem um centavo para aplacar a fome da criança somali? Nem uma mísera gota de alívio para tamanho sofrimento?

Tive vergonha. Vergonha da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que reza que todos nascemos iguais, sem propor que vivamos com menos desigualdades. Vergonha de não haver uma Declaração Universal dos Deveres Humanos. Vergonha das solenes palavras de nossas Constituições e discursos políticos e humanitários. Vergonha de tantas mentiras que permeiam nossas democracias governadas pela ditadura do dinheiro.

US$ 4 trilhões derretidos na roleta da especulação! O PIB atual do Brasil ultrapassa US$ 2,1 trilhões. Dois Brasil sugados pelos desacertos dos devotos do lucro e indiferentes à criança somali.

Neste mundo injusto, uma elite privilegiada dispõe de tanto dinheiro que se dá ao luxo de aplicar o supérfluo na gangorra financeira à espera de que o movimento seja sempre ascendente. Sonha em ver sua fortuna multiplicada numa proporção que nem Jesus foi capaz de fazê-lo com os pães e os peixes. Basta dizer que o PIB mundial é, hoje, de US$ 62 trilhões. E no cassino global se negociam papéis que somam US$ 600 trilhões!

Ora, a realidade fala mais alto que os sonhos e a necessidade que o supérfluo. Toda a fortuna investida na especulação explica a dor da criança somali. Arrancaram-lhe o pão da boca na esperança de que a alquimia da ciranda financeira o transformasse em ouro.

À criança faltou o mais básicos de todos os direitos: o pão nosso de cada dia. Aos donos do dinheiro, que viram suas ações despencarem na bolsa, nenhum prejuízo. Apenas certo desapontamento. Nenhum deles se vê obrigado a abrir mão de seus luxos.

Nenhuma novidade: Lula no centro da política brasileira

por Luiz Carlos Azenha

Às vezes é preciso relembrar mesmo o passado recente para avaliar a conjuntura política brasileira.

Vocês ainda se lembram de Dilma Rousseff, a guerrilheira?

Vocês ainda se lembram de Dilma Rousseff, o poste de Lula?

Vocês ainda se lembram de Dilma Rousseff, a mentirosa que encontrou Lina Vieira?

É só consultar as edições dos jornais de 2010 para ler os copiosos textos e análises definitivas sobre a incapacidade política de Lula e de sua “criatura”.

Bem, Dilma Rousseff venceu a eleição.

Sem corar de vergonha, os analistas que produziram os textos supra-citados passaram a pregar o rompimento entre Lula e Dilma.

As teorias são crescentemente sofisticadas.

Uma delas sugere que, ao combater a corrupção, Dilma estaria carimbando negativamente o governo anterior.

É uma teoria estúpida, já que Dilma foi um quadro importante do governo anterior.

Mas os jornais não só insistem na teoria, como “repercutem” as próprias besteiras que escrevem.

É a ficção 2.0, turbinada. Mentira sobre mentira, com a esperança de que a repetição tenha algum impacto na realidade.

A realidade é que, gostem ou não, Lula continua o principal personagem da política brasileira. Não só elegeu a sucessora, como pode voltar ao poder pelo voto, em 2018 (o único risco para Dilma em 2014 é a crise econômica atropelar o Brasil).

Peço a quem tiver tempo que consulte os arquivos e aponte, nos comentários, os copiosos exemplos de textos que falavam sobre o fracasso de Lula e de Dilma, a — na linguagem deles — “criatura” que até recentemente diziam ser um zero à esquerda.

domingo, 21 de agosto de 2011

Em Paracatu, janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar...

O blog apresenta a primeira parte da série de fotos "Em Paracatu, janelas e portas vão se abrir pra ver você chegar..."

Fotos: Udelton da Paixão


Casa do Artesão

Casa de Cultura

Largo da jaqueira

Cantanhêde: Cuidado tucanos, Dilma é Lula!

Do Tijolaço.com

Hoje, na Folha, antes de dar a maravilhosa notícia de que vai tirar férias até 13 de setembro, a inefável Eliane Cantanhêde nos brinda com uma mensagem que, certamente, poderia receber a assinatura de José Serra, ou mesmo de Nélson Jobim, de quem ela é a mais autorizada psicógrafa.

O título é ótimo e resume toda a essência da visão serro-jobinista da situação: “Tucanos caem como patinhos”.

E aí, com a mesquinhez eleitoreira que marca o pensamento do xiismo tucano, ela discorre sobre o que seria uma maquiavélica manobra da presidenta para, na visão dela, virar “estrela de uma frente pluripartidária contra a corrupção e contra a miséria”.

A Cantanhêde acha – qualquer um pode achar qualquer coisa na democracia – que a presidenta está se pendurando, como papagaio de pirata, na foto com Fernando Henrique, o Amado e Inesquecível, e os campeões de simpatia Geraldo Alckmim e Antonio Anastasia.

“O aparato marqueteiro que Dilma herdou de Lula não dá ponto sem nó: a solenidade do Brasil sem Miséria com o tucanato foi justamente em São Paulo, coração do PSDB e do seu eleitorado.”

Claro, se Dilma não se reúne com o governo paulista e mineiro, é partidária, se o faz, é oportunista. E o que dizer de aparecer na foto com FHC? Com o prestígio transbordante do ex-presidente, uma foto com ele quase chega a ser um problema.

Mas ela lança o alerta dos bolsões serristas: “assim ela vence resistências entre os 40 milhões que votaram na oposição, contra Lula e o lulismo. Por trás do discurso de que o Brasil sai ganhando, a oposição não lucra nada, Dilma fica com tudo”.

Como qualquer pessoa que encare o exercício do poder de forma mesquinha, sem se dar conta que o Presidente ou a Presidenta é chefe de toda a Nação, inclusive daqueles 40 milhões que votaram no “coiso”, esquece daquele papo “republicano” que gostam de invocar quando é para criticar.

Mas Cantanhêde e os espíritos desencarnados que inspiraram seu raciocínio acerta numa coisa, na frase final, definitiva:

“Dilma é Lula”.

É essa a verdade e é isso que tem de ficar claro para a população, em meio a todos estes rapapés da turma que perdeu o único discurso que tinha – o (falso) moralismo – e das fotografias com o Brasil que já era.

Que os tucanos caiam como patinhos, problema deles. Mas não deixemos o povo brasileiro pensar que é verdade, algo diferente do que é verdade: “Dilma é Lula”.

As falcatruas de Ricardo Teixeira

Do blog Amigos do Brasil

A suspeita da Polícia Civil do Distrito Federal de um superfaturamento na organização do amistoso entre Brasil e Portugal, realizado em novembro de 2008 em Brasília, envolve gastos exorbitantes com estadias e transporte das equipes. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a Ailanto Marketing, pertencente a Sandro Rosell, presidente do Barcelona e amigo do mandatário da CBF, Ricardo Teixeira, gastou R$ 141 mil referentes à hospedagem dos 40 integrantes da delegação portuguesa no Hotel Kubitschek. Entretanto, a empresa teria pagado R$ 484 por quartos standard, que hoje têm preço estipulado em R$ 292.

No caso da Seleção Brasileira, a hospedagem em cada apartamento standard saiu por R$ 504, sendo que atualmente custa R$ 310. A Alianto ainda declara ter gastado R$ 1,2 milhão no fretamento do avião da seleção portuguesa, mas um comprovante de pagamento obtido pela Folha de S. Paulo mostra que esse valor foi de R$ 650 mil. Já o custo das passagens da CBF, que não passaria de R$ 250 mil, saiu por R$ 900 mil. A CBF afirma que a Ailanto Marketing era a responsável pelo amistoso e que não pode responder pela empresa de Sandro Rosell.

sábado, 20 de agosto de 2011

FHC apoia a faxina que ele nunca fez

Por Altamiro Borges, em seu blog

FHC nunca enfrentou a corrupção

A excitação do grão-tucano deveria gerar alguma desconfiança no Palácio do Planalto – ao menos, entre os seus ocupantes mais tarimbados, que não confundem assessoria com puxa-saquismo. Afinal, FHC nunca foi um opositor civilizado de Lula ou de Dilma. Pelo contrário. Desde que se converteu ao neoliberalismo, ele sempre articulou as forças de direita contra qualquer projeto de esquerda no país. Egocêntrico e elitista, ele nunca tolerou o êxito de um governo presidido por um peão, um operário.

Sua cruzada contra a corrupção e seu apoio entusiástico à “faxina” no governo Dilma só iludem os ingênuos e os pragmáticos que infestam a política nativa – que desprezam a luta de classes e não têm visão sobre as batalhas futuras. Quem é FHC para falar em combate à corrupção? Uma breve lembrança do que foi o seu longo reinado talvez sirva de alertar os ingênuos que não percebem a manobra do tucano para desgastar o atual governo, paralisá-lo, implodir sua base de apoio e criar fissuras entre Dilma e Lula.

Os indícios das roubalheiras tucanas

Para aliciar sua base de apoio no Congresso Nacional e manter a governabilidade, FHC sempre foi complacente com a corrupção. A aliança principal do grão-tucano foi com o ex-PFL, atual DEM – e sabe-se lá qual será o novo nome da organização fisiológica que sucumbe na crise. Um dos líderes de FHC no parlamento foi o demo José Roberto Arruda, o mesmo que foi pego com a mão na botija no esquema do mensalão do governo do Distrito Federal. A lista de indícios de roubalheira no governo FHC foi grande:

Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias.

Caso Sivam. Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

Pasta Rosa. Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”.

Compra de votos. A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI.

A penetração dos blogs e redes sociais

Blogs são fonte de informação para 28% dos brasileiros, diz pesquisaPesquisa CNT/Sensus sobre popularidade do governo apura pela primeira vez o peso da blogosfera como fonte de informação. Dos entrevistados, 16% dizem recorrer a blogs de notícias "sempre" e 12%, "às vezes". "Números são muito expressivos", diz analista. Quase 20% da população pretende ter acesso à internet em até 12 meses.

André Barrocal

Os blogs de notícias são uma fonte de informação permanente para 16% dos brasileiros, cerca de 21 milhões dos 135 milhões de eleitores que estavam aptos a votar na eleição do ano passado. Outros 12% da população recorrem à blogosfera “às vezes”, o equivalente a 16 milhões de eleitores.

Os dados fazem parte de uma pesquisa periódica sobre a popularidade do governo feita pelo instituto Sensus a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A mais recente edição foi divulgada na última terça-feira (16/08). Foi a primeira vez que o levantamento tentou descobrir os hábitos dos brasileiros na internet.

“A blogosfera tem sido crescentemente uma fonte de informação. Vinte milhões de eleitores usando a internet para se informar sempre é muita coisa”, disse à Carta Maior o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes. “Eu, por exemplo, aposentei o jornal escrito.”

A pesquisa buscou apurar também a penetração das três redes sociais mais populares no Brasil, as quais funcionam de alguma forma como fonte de informações ou meio de fazê-las circularem. Entre os entrevistados, 27% declararam que têm Orkut, 15%, que têm Facebook e 8%, Twitter.

Acervo - Elomar

"A mim me parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro, No dia em que "o sertão virar mar", como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes, de que tem uma grande criação em sua fazenda "Duas Passagens", entre as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo ao violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio.

Pois assim é Elomar Figueira de Melo: um príncipe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido..." - Vinícius de Moraes na contracapa do LP "Elomar ... das barrancas do Rio Gavião"


Elomar - Peão na Amarração



O Pedido - Elomar




Veja também





quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Candidato Aécio Neves decepciona e a fila anda

Sem discurso, o senador mineiro perde espaço para alternativas como Eduardo Campos e Geraldo Alckmin e corre o risco de ser engolido mais uma vez por José Serra

Quando o ex-governador de São Paulo José Serra perdeu o pleito de 2010 para a presidente Dilma Rousseff, deu-se como sepultado seu projeto de infância – como o mesmo lembrou durante a campanha – de se tornar presidente da República. Desgastado por mais uma derrota, o eterno candidato do PSDB parecia ter desperdiçado sua última chance, já que a candidatura do senador Aécio Neves para 2014 se impôs quase que naturalmente. Mas, quase um ano depois da vitória de Dilma, Aécio vai ficando pra trás, enquanto Serra recomeça a arregaçar as mangas na direção da Presidência mais uma vez.

A única movimentação política mais explícita (e ainda assim discreta) de Aécio mirando as eleições de 2014 foi um decreto assinado pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), no mês passado, concedendo à ex-senadora Marina Silva o título de cidadã honorária do estado. O senador mineiro estaria de olho nos 20 milhões de votos da ex-candidata à Presidência pelo Partido Verde (Marina deixou o partido em julho) e, portanto, disposto a se aliar à ex-ministra do Meio Ambiente. Fora isso, Aécio concentra seus esforços na mudança do rito seguido pelas Medidas Provisórias no Congresso Nacional e pontua, aqui e ali, críticas ao governo Dilma. Sem empolgar, no entanto.

O comportamento de Aécio contrasta com o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que já segue algo parecido com uma agenda de campanha para 2014 e, na semana passada, visitou a Casa das Garças, reduto tucano. Os tucanos queriam saber o que Campos pensa sobre privatizações, entre outros assuntos. Também próximo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador pernambucano é alternativa tanto para o PT, caso Dilma e o próprio Lula não se animem a disputar o pleito de 2014, quanto para o PSDB, caso Serra não emplaque sua candidatura.

O último candidato do PSDB à Presidência, contudo, começa a dar sinais de que não desistiu da guerra. Talvez animado pelo comportamento pouco insinuante de Aécio, Serra deixou definitivamente a disputar pela Prefeitura de São Paulo em 2012, para estar disponível nas eleições presidenciais de 2014. Afinal, largar a capital paulista pela segunda vez para disputar a Presidência seria um tiro no pé. Quem diz é a colunista Dora Kramer, sempre bem informada sobre os assuntos de Serra, em sua coluna publicada nesta terça-feira.

O vácuo deixado pelo senador Aécio Neves abre espaço até para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que já disputou a presidência pelo PSDB e adotou recentemente o discurso de combate à pobreza do Governo Federal. Nesta quinta-feira, aliás, Alckmin anuncia junto com a presidente Dilma Rousseff a unificação entre os programas Bolsa Família, do Governo Federal, o Renda Cidadã, do estado de São Paulo. Ou seja, estão todo se movimentando, menos Aécio. E a fila não para.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O futuro do capitalismo

Eduardo Guimarães
Blog da Cidadania

Durante o levante popular no Egito que culminou com a queda do ex-ditador Hosni Mubarak, uma das medidas adotadas pelo governo para tentar barrar o processo que o derrubaria foi censurar a internet de forma a cortar os canais de comunicação através dos quais as massas amotinadas se organizavam. Não funcionou, ou funcionou precariamente devido à capilaridade da rede mundial de computadores, e a ditadura caiu.

É extremamente eloqüente, portanto, que o governo britânico, através do primeiro-ministro conservador, David Cameron, esteja enveredando pelo caminho das ditaduras do Oriente Médio, da África e da Ásia que igualmente tentaram impedir que redes sociais como Twitter, Facebook, e-mails e blogs fossem usados pelos que agora convulsionam Londres com seu grito de desespero social.

Preocupa que a grande imprensa internacional – conceito que inclui a do Brasil – não se debruce sobre dois aspectos gritantes de um processo que se arrasta pelo Velho Mundo e que, cedo ou tarde, haverá de chegar ao outro lado do Atlântico, pois as agruras que afligem europeus, asiáticos e africanos também se abatem – inclusive com mais força – sobre o ainda anestesiado povo norte-americano.

Impressiona a passividade da massa desvalida que cresce de forma exponencial nos Estados Unidos, coração do sistema capitalista contemporâneo, laboratório de horrores de uma ultra-direita que impôs ao resto do planeta uma ideologia e um sistema econômico doentios e autofágicos que, como era previsível, chegam agora a um estágio em que não mais conseguem ser suportados devido ao sofrimento interminável e à desesperança que encerram.

A pior parte do capitalismo, pois, não são os seus dogmas, mas o fato de que a ideologia liberal, sua irmã incestuosa, busca extinguir sonhos mesmo dizendo que eles existem, pois os caminhos pregados para ascensão social embutem o fato de que, para muitos, não haverá como ascender, o que institucionaliza a pobreza, a miséria e a ignorância, conceitos que o homem deveria buscar extinguir em vez de preservar.

Se alguns ascendem por serem mais “competentes”, como dizem os capitalistas e liberais, aceita-se que outros não ascenderão e que os eleitos serão minoria, pois só os dotados acima da média têm meios naturais para vencer barreiras como pobreza, ignorância e falta de recursos para estudar. Só as inteligências incomuns e as forças de vontade mais férreas serão contempladas, sempre de acordo com os dogmas capitalistas.

Resumindo a ideologia do capitalismo: é a lei da selva, pura e simplesmente.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Expansão das Universidades Federais anunciada por Dilma pode trazer a UFU para Paracatu

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje a criação de quatro novas universidades federais, a abertura de 47 novos campi universitários e mais 208 unidades dos Institutos Federais de Educação Profissional e Tecnológica, espalhados em todo o país. As novas universidades federais serão instaladas em Marabá (PA), Juazeiro do Norte (CE), Barreiras (BA) e Itabuna (BA).

Dilma também disse que outras 12 universidades federais ganharão 15 novos campi, completando 27 unidades. Ao todo, 11 estados serão beneficiados: Pará, Bahia, Ceará, Pernambuco, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo o Ministério da Educação, o governo federal deverá concluir a implantação de outras 20 unidades, distribuídas entre 12 universidades federais localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste até o final de 2012, atendendo 20 municípios de oito estados.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Paracatu do ouro... Paracatu de ouro...

Udelton da Paixão

Como militantes de grupos de jovens da Igreja Católica, sempre andamos nos lugares mais esquecidos da cidade, bairros afastados, beiras de “praia”, lugares onde sempre residiram as pessoas mais carentes.

Carregávamos a angústia de ver os anos se passarem, assistindo a mesma situação de falta de oportunidade para estas pessoas, que moravam em barracos, locais sem saneamento básico, onde alguns não davam nem pra chamar de rua. Residiam em lugares, hoje próximos ao centro urbano, mas naquele tempo, lugares ermos. Juventude sem esperança, sem trabalho e sem escola, sem nenhuma perspectiva de vida.

A única fonte de renda na maioria das vezes era pegar na bateia e garimpar o leito do velho córrego rico, que muitas vezes foi salvação para se garantir comida na mesa de muitas famílias paracatuenses.

Apesar da realidade sofrida, as pessoas desta época puderam conhecer um córrego, que de tanto valor, chamaram-no de “rico”.

Hoje, o “velho” córrego rico perdeu sua poesia e seu encanto. Foram-se os domingos de piquenique, pescaria, banho no “azulão”, “matinho” “cachoeirinha”, “olaria”, e tantos outros lugares que povoam nossas lembranças do tempo de criança.

O córrego era rico. Sempre foi. De água, de vida, de alegria. Hoje, assoreado e sem suas nascentes, virou mendigo na “UTI de um hospital bonito”, abandonado sem acompanhamento de uma junta médica.

Foi reduzido a peça de marketing da multinacional “Kinross”, que explora suas riquezas no seu nascedouro, e ainda tenta iludir a população com seu compromisso com o meio ambiente e com sua revitalização. Tudo isso com a cumplicidade do poder público, e muitas vezes, com nossos aplausos.

Contudo, vivemos numa cidade de economia diversificada. Tem ouro, zinco, agropecuária, além de comércio de bens e serviços que atrai inúmeras pessoas para cá.

É preciso lembrar ainda que o Brasil parece ter encontrado, pelas mãos de um operário e agora de uma mulher, o caminho do desenvolvimento e a perspectiva de se transformar, finalmente, numa nação forte e respeitada mundo afora. O nosso país vive, indiscutivelmente, um momento especial, mesmo considerando que o mundo assiste, assustado uma crise intensa com a queda do império americano, que demonstra evidentes sinais de fraqueza. Aliás, isto é cíclico, todos os impérios vivem seu apogeu e um dia sucumbem.

Mas, Paracatu pode aproveitar melhor este momento histórico. Pode ser muito maior e melhor do que é hoje.

No entanto, a Paracatu que eu quero, não é a Paracatu do ouro. Quero a Paracatu de ouro, onde além de trabalho para todos, tenhamos qualidade de vida, saúde pública e privada de boa qualidade, educação pública e privada de qualidade, lazer, cultura, esporte, meio ambiente respeitado e o povo participando desta construção, o que não acontece da noite para o dia, mas é tarefa que precisa ser dividida com todos.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pai e filho

Em homenagem a meu pai, o meu irmão postou este vídeo no facebook. Resolvi replicar aqui porque conta uma história que foi dele, minha e agora se repete com minha filha. Me fez lembrar do dia em que, com 17 anos, me mudei pra São Paulo e meu pai foi me levar chorando, dentro do ônibus, enquanto eu sonhava, como todo jovem, tomar minha vida em minhas mãos. Vinte e sete anos depois, vivi a mesma história. Só que do outro lado. Sentindo a mesma angústia que meu pai sentiu, levei minha filha, pra que ela batesse asas, com a certeza de que ela estava pronta pra viver os próprios sonhos. Uma bela canção na voz de Renato Teixeira.


Renato Teixeira - Pai e Filho


Primeiro, a mentira....

Todo malfeito deve mesmo ser denunciado. O problema é quando os grandes meios de comunicação, nas mãos de poucas famílias que reinvidicam exclusivamente para si o direito de livre expressão, se utilizam de um denuncismo fajuta pra impor seus objetivos obscuros. Utilizando uma seletividade criminosa, apontam desvios dos adversários e escondem os roubos daqueles que lhes agradam. O pior é que quando fica comprovada a mentira, ou reconhecem de maneira tímida e dissimulada como fez a Folha no último dia 13, ou só concedem o direito de resposta por força de decisão judicial, como foi o caso do célebre direito de resposta de Leonel Brizola no Jornal Nacional em 1994. Como se pode ver, o tempo passou, mas a prática continua a mesma. Veja abaixo matéria sobre o desmentido da Folha de São Paulo e o vídeo de Cid Moreira lendo o direito de resposta de Brizola no Jornal Nacional. Imperdível!

Folha leva 12 dias para publicar desmentido
Blog: Tijolaço.com

“Ou o jornalismo da Folha é o mais lento do planeta, ou agiu deliberadamente ao ocultar de seus leitores, por quase duas semanas, que não era verdadeira a informação publicada na primeira página de que o comandante do Exército, general Enzo Peri, estava sendo investigado pelo Ministério Público Militar.

A matéria publicada domingo, 31 de julho, afirmava isso de forma peremptória, como você vê na ilustração ao lado.

O Ministério Público Militar negou a informação em nota datada do dia 1º de agosto.

Só hoje a Folha publicou essa negativa, como você lê no destaque, matéria que não está disponível na internet.

E tem toda a pinta de que o fez por notificação judicial, embora diga o que a nota não diz: que o general Peri não está sendo investigado porque não é competência do MPM investigar o comandante da Força, mas do Procurador Geral da República, que é quem nomeia o Procurador- Geral de Jutiça Militar. A nota não diz isso: diz que ele “não é alvo de investigação” do Ministério Público Militar, “até porque o Procurador-Geral de Justiça Militar não dispõe de atribuição para tal.

Seria bom que a Folha, que publicou tantas matérias dizendo que a nomeação do Embaixador Celso Amorim estaria insatisfazendo os militares, explicasse a seus leitores porque levou 12 dias para publicar um desmentido de uma informação muito grave que ela divulgou, atribuindo aos procuradores e que foi por eles desmentida de pronto.

Ou, para usar a linguagem do meio militar, explicar a sua inexplicável procastinação.”


Direito de resposta no JN




“Lei Azeredo” ameaça a internet no Brasil

Do Instituto Telecom:

A polêmica do Projeto de Lei 84/99, que tipifica crimes na internet, teve início desde sua apresentação na Câmara. Apesar disso, quatro anos depois, em 2003, o PL foi aprovado e seguiu para o Senado, quando recebeu um texto substitutivo do então senador e atual deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB/MG). Mais uma vez, o projeto não só foi aprovado no Senado como, reencaminhado para a Câmara, tramita agora em regime de urgência em cinco comissões: Ciência e Tecnologia; Comunicação e Informática; Constituição, Justiça e Cidadania; Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, de onde seguirá para votação no plenário.

Para os parlamentares contrários ao substitutivo, neste momento resta apenas a possibilidade de apresentarem emendas supressivas às propostas aprovadas no Senado uma vez que, caso o texto seja rejeitado na íntegra, será validada a versão original aprovada em 2003. Já a sociedade civil e o setor acadêmico – partes diretamente afetadas pela lei – nem sequer foram convidadas a participar da decisão nestes 12 anos de debate.

Chamada pelas entidades civis contrárias à sua aprovação de AI-5 Digital, a “Lei Azeredo” foi inspirada na Convenção de Budapeste, que tratou sobre o tema do cybercrime e foi assinada poucos meses após os atentados ao World Trade Center, em 2001. Por trás das justificativas para a aprovação da Convenção estava o interesse de grandes empresas e governos em acabar com a neutralidade da rede e, dessa forma, controlarem o acesso à internet.

Na semana passada, numa tentativa de conter os prováveis estragos no direito à liberdade de expressão dos brasileiros, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) entrou em acordo com o deputado Eduardo Azeredo para que seja realizado um seminário sobre o assunto antes da votação do texto nas comissões. O requerimento para a audiência foi apresentado na última quinta-feira, dia 28, e ainda aguarda uma resposta.

Uma das principais críticas à lei é a sua abordagem generalizada. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), se aprovada, a lei pode criminalizar ações cotidianas como possuir um blog, fazer a digitalização de filmes e músicas e o desbloqueio de aparelhos celulares. Atividades extremamente importantes para o desenvolvimento do país como as redes abertas (P2P), pesquisas e o uso de obras protegidas por copyright como fonte de informação e educação serão diretamente afetadas.

Um país que ainda não foi capaz de aprovar o Marco Civil para Internet, dificilmente tem a maturidade necessária para construir leis e regras capazes de determinarem o que pode ser considerado crime ou não na rede. O Marco Civil reivindicado pela sociedade trata de pontos que precedem em relevância o debate da Lei Azeredo, dentre eles o livre acesso à internet como direito básico, a neutralidade da rede, a criação de regras de responsabilidade civil para provedores e usuários e medidas capazes de preservarem a liberdade de expressão e a privacidade. Além de princípios e diretrizes para garantirem o bom funcionamento da rede.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Capitães da Areia

A estreia do filme Capitães da Areia, adaptação do bestseller do escritor Jorge Amado, marca a abertura das comemorações do centenário do autor, que se celebra no ano que vem. Jorge Amado nasceu em Itabuna no dia 10 de agosto de 1912 e morreu há dez anos, em Salvador. Traduzido para vários idiomas, Capitães da Areia foi escrito em 1937 e é o maior sucesso da carreira do escritor. Narra a historia de um grupo de meninos abandonados que juntos descobrem a vida nas ruas de Salvador dos anos 1930. Eternizou na memória de muitos brasileiros nomes como o de Pedro Bala, Professor, Gato, Sem-Pernas, Boa Vida, Pirulito e Dora, personagens que compõem o drama baiano. Abandonados por suas famílias, eles são obrigados a lutar para sobreviver pelas ruas de Salvador.

Veja o trailer do filme:



Governador tucano de Minas é alvo de CPI que defende contra Dilma

Defensor de uma CPI da Corrupção, Anastasia enfrenta a mesma tentativa de parlamentares adversários

Saiu na Carta Maior:

Defensor de uma CPI da Corrupção contra Dilma Rousseff, Antonio Anastasia (PSDB) enfrenta a mesma tentativa de parlamentares adversários de investigar fraudes em diversas áreas do governo de Minas. Para opositores, tucano repartiu cargos entre partidos aliados. Anastasia possui secretário com bens bloqueados, outro que dirigriu o DNIT, além de ter nomeado para conselho de estatal mineira um ex-senador do Amapá e um ex-prefeito de Cuiabá (MT).

André Barrocal

BRASÍLIA – Os partidos adversários da presidenta Dilma Rousseff decidiram nesta quinta-feira (11/08) caçar assinaturas de parlamentares para criar uma grande CPI da Corrupção contra o governo. A ideia tem um adepto ilustre, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que a defendeu em uma entrevista também nesta quinta-feira.

O tucano está tendo de enfrentar, no entanto, uma tentativa igual por parte de rivais na Assembléia Legislativa. Para eles, Minas pratica a mesma repartição de cargos que os inimigos de Dilma condenam como responsável pela corrupção que querem apurar via CPI. E a consequência do “loteamento” também seriam ilegalidades.

A criação de uma CPI para investigar irregularidades de autoridades mineiras em áreas diferentes foi proposta em junho pelos opositores de Anastasia. Eles querem botar lupa em casos que vão de supostas fraudes na concessão de área pública para construção de um hotel e na compra de medicamentos. Passam por ilegalidades em obras do estádio Mineirão. E chegam ao repasse de recursos para uma rádio da irmã do antecessor de Anastasia, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

“Esse apetite do PSDB por CPIs em Brasília não se repete aqui em Minas”, afirma o ex-líder dos adversários de Anastasia na Assembléia, deputado Sávio Souza Cruz (PMDB). Para ele, o suposto loteamento de cargos visto em Brasília seria “muito pior” em Minas.

Um exemplo de “loteamento” que teria terminado em irregularidade tem como protagonista o secretário Extraordinário de Regularização Fundiária, Manoel Costa. Ele é suspeito de fraude com terras públicas e está com bens bloqueados pela Justiça. A secretaria de Costa não existia antes de Anastasia. Para os inimigos do governador, foi criada só para acomodar o PDT, partido Costa.

O secretariado de Anastasia conta ainda um ex-dirigente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), tornado sinônimo de fraudes nos últimos tempos e um dos alvos do pedido de CPI da Corrupção em Brasília.

Trata-se do deputado federal licenciado Alexandre da Silveira, do PPS, partido aliado do PSDB em Brasília e Minas. Silveira foi diretor-geral do DNIT entre 2004 e 2005, sob as ordens do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, demitido na recente “faxina” promovida pela presidenta.

Em 2006, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que Silveira devolvesse parte de um pagamento superfaturado que teria ocorrido na gestão dele no Dnit relativo a uma obra rodoviária em Rondônia.

A secretaria comandada por Silveira – Gestão Metropolitana – também não existia antes de Anastasia. No total, o governador criou seis secretarias, entre permanentes e extraordinárias. “Todas foram rateadas entre partidos da base aliada do governador”, diz o líder do PT na Assembléia, Rogério Correia.

Com cerca de 15 partidos, a base do tucano em Minas é quase tão ampla quanto ade Dilma em Brasília. “A lógica que preside a montagem do governo Anastasia não é administrativa, é da candidatura do Aécio”, afirma Sávio Souza Cruz, referindo-se ao sonho presidencial do senador tucano.

Um outro exemplo desta “lógica” seria a nomeação do ex-senador Papaléo Paes, que é tucano mas do longínquo estado do Amapá, para ser conselheiro da estatal mineira de energia, a Cemig. Teria sido uma costura de Aécio para agradar um potencial cabo eleitoral em 2014.

A Cemig ajudou a abrigar um outro potencial pedidor de votos para Aécio, o ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos. Ele é igualmente tucano, pertence a um estado do Centro-Oeste, e foi indicado pela estatal mineira para ser conselheiro de uma empresa controlada pela Cemig no Rio de Janeiro.