domingo, 31 de julho de 2011

Banda de Lata Criança Feliz - Profissões e Lutas

A Banda de Lata Criança Feliz é composta de meninas e meninos do assentamento Recreio, do Movimento Sem Terra, em Quixeramobim-Ceará. A banda interpreta canções de artistas ligados a cultura popular como Luiz Gonzaga e seus integrantes compõem músicas de cunho educativo , sobre o meio ambientes e demais temas de interesse da comunidade. No vídeio abaixo, as crianças interpretam a música Profissões e Lutas:





Um outro Cristianismo é possível...

César Augusto Rocha
Coordenador do Conselho Diocesano de Leigos/as – Diocese de Tianguá/CE

Existem, infelizmente, dois grandes discursos na Igreja nessa atual conjuntura, duas formas distintas de viver a eclesialidade nos dias atuais. O primeiro, mais em voga principalmente na mídia e nas grandes concentrações da fé, traz uma abordagem conservadora e tradicionalista, geralmente imbuída de muito emocionalismo e devocionismo. Jesus Cristo, a partir dessa vertente, é o Senhor dos grandes milagres e dos discursos moralistas, desvinculados da vida real e das condições históricas de seu povo. Nessa perspectiva, surgem quase sempre cristãos infantilizados, despreparados para enfrentar os desafios deste mundo caótico e desprovidos de identidade eclesial. Quando não temos consciência clara de quem é Jesus Cristo e de quem realmente somos, nos tornamos dóceis crianças conduzidas por qualquer vã doutrina ou por qualquer um que se apresente diante de nós. Acabamos nos tornando meros frequentadores de atos litúrgicos, de reuniões e mais reuniões infrutíferas, figuras medrosas e acanhadas na vida real. As fórmulas devocionais desse grupo de "verdadeiros guerreiros da fé" são cópias mal-feitas de um neopentecostalismo alienante e completamente avesso dos ensinamentos claros e "incômodos" da doutrina social da Igreja.

Recentemente, um site católico de renome, publicou o seu "index" condenando uma série de leigos, religiosos, sacerdotes e bispos, taxando-lhes de "comunistas e propagadores de uma doutrina anticristã". Até que ponto chega o nosso olhar míope da fé! As vendas da hipocrisia e da ignorância nos impedem de ver a verdade e experimentar o "gostinho" inconfundível da fé cristã. Lutar por uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária, denunciar os desmandos daqueles que oprimem e massacram os mais pobres, conscientizar a população acerca de seus direitos e deveres, unir fé e vida são obrigações dos que se dizem discípulos e missionários de Cristo. Aonde foram parar as Conferências de Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida que tanto enfatizam a opção preferencial pelos pobres? Se isso é coisa de comunista, quero o meu nome incluído nessa relação!

A outra vertente de Igreja, presente principalmente nas pequenas comunidades, tenta dar visibilidade aos clamores dos inúmeros excluídos da sociedade. Acusados implacavelmente de envolvimento ideológico com o político e o social ("marxização" da fé cristã), os ditos "comunistas" representam a voz profética do cristianismo há muito esquecida, mas nunca silenciada. A Teologia da Libertação, tão atacada e vilipendiada pelas autocracias eclesiásticas, continua a motivar, embalar as grandes lutas, inspirar os corajosos profetas da contemporaneidade que ainda acreditam em um outro cristianismo. Na maneira simples de celebrar e partir o pão, vemos claramente o espaço fraterno aonde as minorias celebram o grande festim do Reino de Deus, já presente aqui e agora.

Duas faces de uma mesma Igreja! Opostas ou unidas na diversidade? Martin Luther King, em um de seus memoráveis discursos, disse certa vez: "Precisamos nos unir como irmãos ou pereceremos como loucos". O caminho que nos é proposto é resgatar o verdadeiro projeto de Jesus Cristo, para que ele não se torne uma figura proeminente do passado sem implicações concretas na vida atual. Qual a imagem de Jesus Cristo que devemos apresentar ao povo cristão em catequese, ensino religioso e homilia? Qual a importância de um determinado referencial cristológico para o (não-) engajamento social e político de cristãos e cristãs?

[Fonte: Blog do Conselho Diocesano de Leigos/as - Diocese de Tianguá/CE - Regional NE 1].

Os assaltantes da consciência

Mauro Santayana

Muitos cometemos o engano de atribuir a Goebbels a idéia da manipulação das massas pela propaganda política. Antes que o ministro de Hitler cunhasse expressões fortes, como Deutschland, erwacht!, Edward Bernays começava a construir a sua excitante teoria sobre o tema.

Bernays, nascido em Viena, trazia a forte influência de Freud: era seu duplo sobrinho. Sua mãe foi irmã do pai da psicanálise, e seu pai, irmão da mulher do grande cientista. Na realidade, Bernays teve poucas relações pessoais com o tio. Com um ano de idade transferiu-se de Viena para Nova Iorque, acompanhando seus pais judeus. Depois de ter feito um curso de agronomia, dedicou-se muito cedo a uma profissão que inventou, a de Relações Públicas, expressão que considerava mais apropriada do que “propaganda”. Combinando os estudos do tio sobre a mente e os estudos de Gustave Le Bon e outros, sobre a psicologia das massas, Bernays desenvolveu sua teoria sobre a necessidade de manipular as massas, na sociedade industrial que florescia nos Estados Unidos e no mundo. O texto que se segue é ilustrativo de sua conclusão:

“ A consciente e inteligente manipulação dos hábitos e das opiniões das massas é um importante elemento na sociedade democrática. Os que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível, o verdadeiro poder dirigente de nosso país. Nós somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas idéias sugeridas amplamente por homens dos quais nunca ouvimos falar. Este é o resultado lógico de como a nossa “sociedade democrática” é organizada. Vasto número de seres humanos deve cooperar, desta maneira acomodada, se eles têm que conviver em sociedade. Em quase todos os atos de nossa vida diária, seja na esfera política ou nos negócios, em nossa conduta social ou em nosso pensamento ético, somos dominados por um relativamente pequeno número de pessoas. Elas entendem os processos mentais e os modelos das massas. E são essas pessoas que puxam os cordões com os quais controlam a mente pública”.

sábado, 30 de julho de 2011

Sorteio dá início à Copa: só preparativos renderão R$ 142 bi ao Brasil

A Copa do Mundo de 2014 começou na tarde deste sábado (30), na Marina da Glória, no Rio de Janeiro com o sorteio dos grupos das Eliminatórias das confederações continentais.

O sorteio das Eliminatórias foi transmitido ao vivo para 207 países e ele definiu os primeiros passos de 166 das 203 seleções inscritas para as 31 vagas para a Copa: 28 seleções dirão adeus ao sonho.

Daqui até julho de 2014, os preparativos para receber os jogos e o fluxo de turistas no país renderão à economia brasileira R$ 142,39 bilhões.

A estimativa faz parte de um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido do Sebrae. O objetivo foi tentar dimensionar os ganhos que pequenas empresas podem ter com o Mundial 2014.

O levantamento, realizado em duas etapas, mapeou na primeira fase as oportunidades de negócios que podem surgir para empresas da construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo. As receitas podem ser geradas por contratos com governos, comitê organizador, patrocinadores do evento e, é claro, com o atendimento aos turistas.

“Na construção civil, vamos ter oportunidades nas obras de infraestrutura e de transportes, como aeroportos e metrôs. No setor de turismo, atividades como artesanato e gastronomia vão ter destaque. E os serviços de telefonia e internet vão ser muito requisitados na área de tecnologia da informação”, enumera Luiz Barreto, presidente do Sebrae.

Apagões em São Paulo: As promessas enganosas da privatização

Privatização não é sempre solução
por Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Passados quase 20 anos desde o inicio das privatizações das distribuidoras de energia elétrica, já se pode fazer um balanço do que foi prometido; e realmente do que esta ocorrendo no país, com um primeiro semestre batendo recorde em falhas no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões metropolitanas.

Desde então a distribuição elétrica é operada pela iniciativa privada. As distribuidoras gerenciam as áreas de concessão com deveres de manutenção, expansão e provimento de infraestrutura adequada, tendo sua receita advinda da cobrança de tarifas dos seus clientes.

A tão propalada privatização do setor elétrico nos anos 90, foi justificada como necessária para a modernização e eficientização deste setor estratégico. As promessas de que o setor privado traria a melhoria da qualidade dos serviços e a modicidade tarifaria, foram promessas enganosas. Os exemplos estão ai para mostrar que não necessariamente a gestão do setor privado é sempre superior ao do setor público.

Desde 2006 é verificado na maioria das empresas do setor uma tendencia declinante dos indicadores de qualidade dos serviços com sua deterioração, refletindo negativamente para o consumidor. A parcimônia da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ante a decadência da prestação dos serviços é evidente. Criada no âmbito da reestruturação do setor elétrico para intermediar conflitos, acabou virando parte deles. A Aneel é cada vez mais questionada na justiça tanto por causa dos blecautes que ocorrem, já que não fiscalizam direito as prestadoras de serviço que acabam fazendo o que querem, como é questionada pelos reajustes tarifários.
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A verdade vem do Norte

Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania

Há pelo menos dois grandes mitos com os quais as eternas potências estrangeiras do Norte contaminaram o imaginário do Ocidente: o terrorismo seria preponderantemente um fenômeno islâmico e a imprensa seria uma espécie de voz “divina” que só transmitiria a verdade e defenderia os interesses da coletividade, sendo, portanto, inatacável e inimputável. Fatos recentes, no entanto, colocaram tais dogmas em xeque.

A pretensão dos países ricos de defenderem para si o uso da força contra populações civis de outras nacionalidades como forma de pressão a nações com as quais aquelas potências econômicas, tecnológicas e militares do Norte mantêm contenciosos de todas as naturezas (econômicos, territoriais, culturais e até religiosos), foi um sucesso estrondoso.

Além de caracterizar seus atos desumanos contra mulheres, velhos e crianças como “guerra ao terror”, aquelas potências também conseguiram transformar a reação de grupos oriundos das populações atacadas dentro de seus territórios em “terrorismo”. Ou seja: conta-se como foi a reação, mas não que foi reação em vez de agressão imotivada.

Por razões culturais, de supremacia de classe e etnia ou por puro preconceito, a imprensa do Ocidente finge que, quando os Estados Unidos e União Européia interferem militarmente em outras nações distantes, vitimando legiões de civis nessas ações, o fim justificaria os meios. Mas quando, dessas populações agredidas, brota um grupo disposto a causar o mesmo tipo de tragédia nas sociedades que desencadearam as ações genocidas com as quais aquele grupo foi atingido, aí o que prevalece é o que interessa: o crime contra inocentes.

Em 22 de julho último, porém, essa visão hipócrita da realidade se veria fortemente ameaçada, pois um único homem conseguiu provocar uma chacina digna de figurar entre os maiores “atentados terroristas” da história.

Naquele dia, uma grande explosão foi provocada em Oslo, na Noruega, junto aos prédios onde se situa o gabinete do primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, danificando edifícios contíguos e provocando oito mortos e numerosos feridos. Poucas horas depois, na ilha de Utoya, ao norte da capital, um homem armado abriu fogo contra os participantes de um acampamento de jovens organizado pelo Partido Trabalhista Norueguês, que, atualmente, governa o país. Pelo menos 68 pessoas foram mortas.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lula recebe mais um título de doutor em setembro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá em setembro seu sexto título doutor "honoris causa", da Uiversidade francesa Sciences Po. A cerimônia de outorga ocorrerá na França, no dia 27 de Setembro.

Doutor "honoris causa" é o titulo atribuído à personalidade que se tenha destacado pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os povos.

Lula será a 16ª personalidade --a primeira latino-americana-- que receberá essa láurea desde a fundação da Sciences Po, em 1871. O último a ser titulado pela instituição foi o ex-presidente tcheco Václav Havel, em 2009.

Na ocasião, segundo a instituição, Jean-Claude Casanova, membro do Instituto da França e presidente da Fundação Nacional das Ciências Políticas, pronunciará o "elogio do impetrante" e outorgará o título ao brasileiro na presença dos professores da universidade.

"Mais do que um reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro, que nos últimos oito anos realizou, de modo pacífico e democrático, uma verdadeira revolução econômica e social", afirmou o ex-presidente.

Lula já foi laureado pela Universidade Federal de Viçosa (em janeiro), pela Universidade de Coimbra (março) e, em julho, pela Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco e Universidade Federal Rural de Pernambuco.

SCIENCES PO

A Universidade Sciences Po é uma instituição de ensino superior e de pesquisa em ciências humanas e sociais. A universidade tem 10 mil estudantes, dos quais 40% são estrangeiros, oriundos de mais de 130 países.

Foram alunos da instituição os ex-presidentes franceses Jacques Chirac e François Mitterrand, além do príncipe Rainier 3º de Mônaco, do ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) Boutros Boutros-Ghali e do escritor Marcel Proust.

Copa-14 aumentará PIB do Brasil em 1,5%, diz estudo

A Copa do Mundo de 2014 aumentará o (PIB) Produto Interno Bruto do Brasil em 1,5%, diz um estudo apresentado nesta quinta-feira pelo Itaú-Unibanco.

"O impacto direto das despesas em infraestrutura, que realizará o setor privado, terá um impacto no PIB de cerca de 1%. O restante será pelo efeito de multiplicação na economia", explicou o economista-chefe do banco, Ilan Goldfajn, em entrevista coletiva. Em valores correntes, o PIB do Brasil alcançou R$ 3,675 trilhões em 2010.

O Itaú é patrocinador da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) desde 2008 e também da Copa-14. O banco paga € 15 milhões (equivalente hoje a R$ 33 milhões) anuais para ter a marca ligada à seleção até 2014. Hoje, a CBF tem um total de dez patrocinadores.

A organização da Copa-14, incluindo a construção de estádios, hotéis e infraestruturas de transporte, vai gerar cerca de 250 mil empregos no Brasil, segundo o estudo divulgado dois dias antes do sorteio das eliminatórias para o Mundial.

O total de investimentos públicos e privados diretos na organização do evento esportivo somarão cerca de US$ 20,6 trilhões (cerca de R$ 32 trilhões), segundo os cálculos do economista.

Goldfajn declarou que os lucros do Mundial terão reflexo até mesmo no aumento das exportações do país.

O diretor de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Paiva, afirmou, na mesma entrevista coletiva, que a Copa ajudará a transformar as estatísticas econômicas do Brasil nas de um "país do Primeiro Mundo" e citou o setor do turismo.

"O turismo caiu muito nos últimos anos e esperamos que as pessoas voltem ao Brasil com a Copa do Mundo. A visibilidade do Brasil no mundo será gigantesca", declarou Paiva.

O diretor de marketing da Fifa, Ralph Straus, disse, por sua vez, que a expectativa pelo Mundial no Brasil e no resto do mundo aumentará conforme a aproximação do evento.

Fonte: Folha.com

"Homem com H"

Em vídeo, vereador do PSDB diz que colegas desviam ‘rios de dinheiro’


A Polícia Federal investiga declarações de um vereador do município de Pirapora, a 340 km de Belo Horizonte (MG), em um vídeo divulgado no site YouTube. No vídeo, o vereador Juscélio Garcia de Oliveira (PSDB), conhecido como “Groselha”, afirma que seus colegas desviaram “rios de dinheiro” e que não denunciou o crime porque é “homem com ‘H’ maiúsculo”.

“Estou exercendo o meu segundo mandato de vereador nesta Casa. Participei de uma Câmara com vereadores que desviaram rios e rios de dinheiro aqui dentro. E vi tudo calado, observando, sem jamais denunciar um colega. Porque aqui nós somos dez – independente da postura e da posição de cada um -, nós somos homens. E homens com a letra ‘H’ maiúscula”, diz o vereador no vídeo.

Em ofício encaminhado ao presidente da Câmara Municipal de Pirapora, Esmeraldo Pereira Santos, o chefe da PF em Montes Claros (MG), delegado Marcelo Eduardo Freitas, pede esclarecimentos sobre a denúncia. A PF espera que o vereador dê maiores detalhes a respeito dos supostos desvios, citando nomes dos eventuais envolvidos.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

“Milagres” de Minas: Escolas estaduais diminuem, despesas crescem

por Bia Cerqueira*

Os problemas da rede estadual de Minas Gerais vão além dos baixos salários enfrentados pelos profissionais da educação.

Uma breve análise do Censo Escolar revela uma situação pouco discutida, mas preocupante.

Embora a rede estadual seja responsável por 48% das matrículas na educação básica, está em curso uma política de diminuição sistemática do funcionamento das escolas estaduais.

Analisando o período de 2005 a 2011, o Censo Escolar aponta um decréscimo do número de escolas estaduais em atividade de 4%.

Já a rede particular é a que mais expandiu em Minas Gerais com uma taxa de 8% de crescimento no mesmo período.

O interessante é que enquanto a rede estadual diminuiu, o número de pagamentos vinculados à Secretaria de Estado de Educação aumentou.

A rede estadual diminuiu o número de escolas, não houve concurso público, mas analisando o Demonstrativo de Despesa com Pessoal do primeiro trimestre de 2011, constatamos que o número de pagamentos aumentou. Isso significa que o Governo pagou mais pessoas mesmo não aumentando a oferta de vagas na educação básica.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A obsessão e o complexo de vira-lata

Celso Amorim na Carta Capital

Até os jornais brasileiros tiveram de noticiar. Uma força-tarefa criada pelo Conselho de Relações Exteriores, organização estreitamente ligada ao establishment político/intelectual/empresarial dos Estados Unidos, acaba de publicar um relatório exclusivamente dedicado ao Brasil, -pontuado de elogios e manifestações de respeito e consideração. Fizeram parte da força-tarefa um ex-ministro da Energia, um ex-subsecretário de Estado e personalidades destacadas do mundo acadêmico e empresarial, além de integrantes de think tanks, homens e mulheres de alto conceito, muitos dos quais estiveram em governos norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos. O texto do relatório abarca cerca de 80 páginas, se descontarmos as notas biográficas dos integrantes da comissão, o índice, agradecimentos etc. Nelas são analisados vários aspectos da economia, da evolução sociopolítica e do relacionamento externo do Brasil, com natural ênfase nas relações com os EUA. Vou ater-me aqui apenas àqueles aspectos que dizem respeito fundamentalmente ao nosso relacionamento internacional.

Logo na introdução, ao justificar a escolha do Brasil como foco do considerável esforço de pesquisa e reflexão colocado no empreendimento, os autores assinalam: “O Brasil é e será uma força integral na evolução de um mundo multipolar”. E segue, no resumo das conclusões, que vêm detalhadas nos capítulos subsequentes: “A Força Tarefa (em maiúscula no original) recomenda que os responsáveis pelas políticas (policy makers) dos Estados Unidos reconheçam a posição do Brasil como um ator global”. Em virtude da ascensão do Brasil, os autores consideram que é preciso que os EUA alterem sua visão da região como um todo e busquem uma relação conosco que seja “mais ampla e mais madura”. Em recomendação dirigida aos dois países, pregam que a cooperação e “as inevitáveis discordâncias sejam tratadas com respeito e tolerância”. Chegam mesmo a dizer, para provável espanto dos nossos “especialistas” – aqueles que são geralmente convocados pela grande mídia para “explicar” os fracassos da política externa brasileira dos últimos anos – que os EUA deverão ajustar-se (sic) a um Brasil mais afirmativo e independente.
Leia a íntegra do artigo no link mais informações abaixo:

No mercado, escolha tirar brasileiros da miséria

Do blog Tijolaço.com

Nem tudo que é marketing é, necessariamente, pernicioso. Foi uma boa ideia o lançamento, anunciado hoje pela presidenta Dilma Roussef, do selo “Brasil sem Miséria” para ser colocados em alimentos produzidos pelos agricultores familiares. Depois da inauguração de uma fábrica de farinha de mandioca de uma cooperativa de agricultores de Arapiraca, a prsidenta assinou com os nove governadores nordestinos um pacto pela erradicação da miséria, concentrada na região, que abriga mais 9 milhões dos 16,2 milhões de brasileiros que vivem em situação de pobreza extrema.

Dilma convocou a população brasileira a participar do programa – “quando forem fazer suas compras, prestem atenção e deem prioridade aos produtos com a seguinte marca: “Brasil sem miséria e agricultura familiar desenvolvida” e anunciou que haverá preferência na compra de produtos dos pequenos produtores rurais para a merenda escolar, que recebe cerca de R$ 1 bilhão do Governo Federal no Nordeste.

Hoje, em Arapiraca, Alagoas, Dilma elogiou os agricultores pela instalação de uma unidade de empacotamento de farinha, que lhes permitirá vender aos supermercados em pequenas embalagens. Antes, entregavam a farinha em sacas de 60 kg a intermediários.

- Se brasileiros e brasileiras se dispuserem a enfrentar e encarar esse mesmo desafio que é ultrapassar a extrema miseria no nosso pais, poderão contribuir escolhendo esses produtos na gôndola.

O nazista norueguês e os racistas nativos

Por Altamiro Borges
Do Blog do Miro

O neonazista Anders Behring Breivik, que já confessou à polícia ter recebido a ajuda de “outras células” terroristas nos atentados na Noruega, pode virar um herói dos racistas brasileiros. No manifesto publicado na internet poucas horas antes da ação criminosa, o direitista cita o Brasil, fazendo duras críticas à miscigenação racial existente no país.

A miscigenação no Brasil

No texto “Declaração Européia de Independência”, com 1.500 páginas, ele condena a pretensa “revolução marxista” no Brasil, que teria resultado na mistura de povos europeus, africanos e asiáticos. Na sua visão racista, esta mistura seria culpada pelos “altos níveis de corrupção, falta de produtividade e em um conflito eterno entre várias culturas”.

O neonazista também condena a existência de “mulatos e mestiços” no Brasil, afirmando que eles são “subtribos”. Os bárbaros atentados em Oslo e na ilha de Utoeya, que causaram 76 mortes (número oficial), objetivariam evitar esta miscigenação na Noruega. “É evidente que um modelo semelhante na Europa seria devastador”, concluiu o direitista.

A força do preconceito

Apesar de a mídia relativizar a ação criminosa do extremista, tratando-o como um maluco – como insinua a Folha no seu editorial de hoje –, as suas idéias têm força em vários países. Na Noruega, o Partido do Progresso, organização de extrema direita da qual o assassino foi militante, obteve 614 mil votos (23% do total) nas eleições de 2009. Nos EUA, os racistas estão presentes no Tea Party, a extrema-direita do Partido Republicano, que prega o ódio aos imigrantes.

Mesmo no Brasil, Anders Breivik tem os seus adeptos. Há grupos fascistas históricos, como a TFP e a seita Opus Dei, e também setores mais recentes, que ficaram indignados com as políticas distributivas do governo Lula. A campanha presidencial do ano passado confirmou a existência destes segmentos preconceituosos, racistas e homofóbicos.
Leia a íntegra clicando no link mais informações abaixo:

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A poeira que respiramos

Uma conhecida teoria, usada como ferramenta de propaganda, diz que uma mentira repetida várias vezes acaba se tornando verdade. A Kinross (antiga RPM), repete, há vários anos que controla a emissão de poeira proveniente da mina, a níveis que não prejudicam a saúde da população. E até pouco tempo atrás, a maioria parecia acreditar nisso.

Pois bem, neste domingo (24/07/2011), foi possível registrar uma cena preocupante, que pode desmentir o argumento da empresa. De uma rua da Vila Mariana, moradores puderam observar toda a poeira proveniente da mina. A quantidade de poeira que invadia a cidade era algo inacreditável. E o pior é que a população ainda não sabe qual o índice de arsênio, substância cancerígena, está contido nesta poeira.

É comum se ouvir comentários que revelam a desconfiança de grande parte da comunidade quanto a relação entre os altos índices de câncer e a exploração do ouro em uma mina localizada praticamente dentro da cidade.

Mesmo se considerarmos que esta relação não existe, o grande volume de poeira que a empresa joga nas nossas cabeças diariamente já pode estar provocando sérios problemas respiratórios.

Basta procurar um médico, tanto no serviço público como no privado, e tentar marcar uma consulta, para perceber como os consultórios estão lotados. E não adianta justificar, culpando o inverno e a baixa umidade pelos problemas de saúde. Esta é uma realidade que pode ser observada durante todo o ano, em qualquer estação os problemas respiratórios da população são facilmente perceptíveis.

Mas porque as autoridades da cidade não procuram realizar testes que possam responder a estas dúvidas? Que tipo de relacionamento têm com a empresa, que os levam a aceitar passivamente tudo o que ela declara? Porque se satisfazem com as migalhas jogadas pelos canadenses, enquanto toda a riqueza do nosso subsolo está sendo levada embora?

Reação popular

Felizmente, diante da inércia daqueles que comandam o município, a população começa a se mover.

Um movimento recém articulado pela Central de Associações tem procurado questionar e provocar o debate sobre os danos que a empresa tem provocado no município. Este movimento tem o mérito de ocupar um espaço que o Movimento Verde de Paracatu não tem demonstrado interesse em ocupar.

Mas as respostas para tantas dúvidas não podem demorar. Muito tempo já passou e um grito de socorro parece, finalmente, pronto pra sair. 

Reagimos agora ou, como disse o ex-vice-prefeito Udelton da Paixão, podemos nos deparar rapidamente com o pior que está por vir.

Face à crise: quatro princípios e quatro virtudes

Leonardo Boff

A frase de Einstein goza de plena atualidade: “o pensamento que criou a crise não pode ser o mesmo que vai superá-la”. É tarde demais para fazer só reformas. Estas não mudam o pensamento. Precisamos partir de outro, fundado em princípios e valores que possam sustentar um novo ensaio civilizatório. Ou então temos que aceitar um caminho que nos leva a um precipício. Os dinossauros já o percorreram.

Meu sentimento do mundo me diz que quatro princípios e quatro virtudes serão capazes de garantir um futuro bom para a Terra e à vida. Aqui apenas os enuncio sem poder aprofundá-los, coisa que fiz em várias publicações nos últimos anos.

O primeiro é o cuidado. É uma relação de não agressão e de amor à Terra e a qualquer outro ser. O cuidado se opõe à dominação que caracterizou o velho paradigma. O cuidado regenera as feridas passadas e evita as futuras. Ele retarda a força irrefreável da entropia e permite que tudo possa viver e perdurar mais.

Para os orientais o equivalente ao cuidado é a compaixão; por ela nunca se deixa o outro que sofre abandonado, mas se caminha, se solidariza e se alegra com ele.

O segundo é o respeito. Cada ser possui um valor intrínseco, independentemente de seu uso humano. Expressa alguma potencialidade do universo, tem algo a nos revelar e merece existir e viver. O respeito reconhece e acolhe o outro como outro e se propõe a conviver pacificamente com ele. Ético é respeitar ilimitadamente tudo o que existe e vive.

O terceiro é a responsabilidade universal. Por ela, o ser humano e a sociedade se dão conta das consequências benéficas ou funestas de suas ações. Ambos precisam cuidar da qualidade das relações com os outros e com a natureza para que não seja hostil, mas amigável à vida.

Com os meios de destruição já construídos, a humanidade pode, por falta de responsabilidade, se auto eliminar e danificar a biosfera.

O quarto princípio é a cooperação incondicional. A lei universal da evolução não é a competição com a vitória do mais forte mas a interdependência de todos com todos. Todos cooperam entre si para co-evoluir e para assegurar a biodiversidade. Foi pela cooperação de uns com os outros que nossos ancestrais se tornaram humanos. Leia a íntegra clicando abaixo:

sábado, 23 de julho de 2011

A tragédia social da Somália

Blog Pragmatismo Político

África: Quem vai impedir que 780 mil crianças morram de fome na Somália?

Até agora, a colaboração dos países ricos é pífia O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) elevou nesta sexta-feira (22/07) para 780 mil o número de crianças que vivem em território da Somália e correm o risco de morrer de fome se não receberem ajuda imediata.

"Estamos falando apenas da Somália", relatou em entrevista coletiva a porta-voz do Unicef em Genebra, Marixie Mercado, que acrescentou que o número total de crianças em situação de "desnutrição severa" na Somália, Quênia e Etiópia é de 2,3 milhões neste momento. O dado supera o divulgado na terça-feira pelo Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), que cifrou em 500 mil a quantidade de crianças que enfrentam "um iminente risco de morte" na Somália. A ONU decretou na quarta-feira a situação de crise de fome em duas regiões do sul da Somália, Bakool e Lower Shabelle, uma circunstância que não era observada no país desde 1992.

Nas últimas horas, as Nações Unidas frisaram que se trata da "pior crise alimentar" dos últimos anos, e redobrou seus esforços para que a comunidade internacional contribua com os recursos financeiros necessários para combatê-la. A organização internacional solicitou a seus membros US$ 1,9 bilhão para ajudar à Etiópia, Quênia e Somália, mas por enquanto só recebeu menos da metade dessa quantia.

"Temos um rombo de US$ 1 bilhão", disse na quinta-feira a subsecretária geral para a Ocha (Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU), Valerie Amos, que advertiu que a crise vai ser longa.

Neste contexto, o Unicef anunciou nesta sexta-feira que deve iniciar um plano especial para aumentar de maneira maciça suas operações humanitárias no Chifre da África (Somália, Etiópia, Djibuti e Eritreia). "Estamos preparando nossa capacidade logística para entregar provisões de alimentos suplementares sem precedentes por toda a região", declarou Shanelle Hall, diretora de provisões do Unicef. 

"Se quisermos salvar vidas, temos que atuar agora. Temos que fazer chegar quantidades enormes de remédios, vacinas e provisões nutricionais na região o mais rapidamente possível e entregá-los às crianças que mais necessitam", declarou Hall.

Desde o início de julho, o Unicef conseguiu fazer chegar 1.300 toneladas de provisões às áreas do sul da Somália mais afetadas pela seca e o conflito armado, os causadoras desta catástrofe humana.

Mas o esforço é claramente insuficiente, visto que a previsão é que apenas 240 mil crianças serão beneficiados pela ajuda do Unicef, que estima que precisará de US$ 100 milhões até o final de ano para poder executar a operação com sucesso. Agências Internacionais

Não faz sentido alimentar guerras quando existem estômagos não alimentados

Do site Pragmatismo Político

O dinheiro que aniquila poderia construir

Com a despesa mundial em armamentos durante 2010, poderia-se manter 212 milhões de crianças de aproximadamente um ano, ao custo médio necessário em um país desenvolvido europeu. A manutenção estimada por criança ali, segundo fontes extraoficiais, é de quatro mil 715 dólares ao ano, enquanto o investimento em meios bélicos aumentou em 2010, globalmente, a um trilhão 630 bilhões de dólares.

Nove milhões de crianças morrem de fome anualmente no mundo, e só o protótipo do superavião britânico não tripulado Taranis, acumulou um custo de 215 milhões de dólares, os que bastariam para alimentar 45 mil 599 crianças ao ano.

Nos países do sul poderiam se alimentar muitos mais pequenos, se só se tratasse de cobrir as necessidades básicas para não morrer de inanição e de doenças previsíveis ou curáveis, ainda que o anterior se assume hoje só como relações matemáticas. Mas o Tiranis, nome do Deus celta do trovão e qualificado como "a cúpula" da engenharia britânica e do desenho aeroespacial, não é o maior exemplo bélico, pois as despesas em armamentos compreendem enormes meios com capacidade de destruição totalmente global.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os grandes festivais

Uma coletânea de vídeos dos festivais de música do final dos anos 60


Geraldo Vandré - Aroeira (1967)



Chico Buarque e MPB 4 - Roda Viva



Jair Rodrigues - Disparada



Caetano Veloso - Alegria Alegria



Chico Buarque - A Banda



Veja mais nos links abaixo:











E pra terminar, a única música dos festivais que não possui vídeo, apenas o áudio. As imagens foram destruidas pelo regime militar.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

O documentário “Ao Sul da Fronteira”, com depoimento de Lula

Para quem ainda não viu, o documentário “Ao Sul da Fronteira”, de Oliver Stone, está no Youtube:

O documentário examina as políticas econômicas de livre mercado historicamente impostas pelos Estados Unidos e pelo FMI na região e como elas falharam em aliviar o problema crônico da desigualdade social na América Latina e contribuíram para a ascensão de líderes socialistas e social-democratas na região. Direção de Oliver Stone (W, Alexandre). Depoimentos de Tariq Ali, Raúl Castro, Hugo Chávez, Cristina Kirchner, Lula e Evo Morales, entre outros.



O monopólio e a liberdade

Mauro Santayana, Jornal do Brasil

“Imaginemos, já que a isso não nos impedem, o que seria da França de 1789 a 1793, se os mais de duzentos jornais que circularam em Paris pertencessem a um só homem. Se esse homem fosse girondino, a revolução seria paralisada e contida; se fosse jacobino, nada a moderaria, em sua incontida fúria durante o Terror. Ampliemos essa hipótese, e imaginemos que todos os meios de comunicação do mundo pertençam, em um futuro qualquer, a uma única empresa. Como todos sabem, o acionista majoritário de qualquer empresa tem mais poder em seu universo de mando, do que o chefe de estado democrático, dependente de dois outros poderes em vigilância permanente.

Pensemos agora no Sr. Rupert Murdoch e seus duzentos veículos de comunicação na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália, com interesses também poderosos na América Latina e na Ásia. Há 58 anos, Murdoch era herdeiro de um pequeno jornal em Adelaide, na Austrália. Pouco a pouco foi expandindo a sua rede no país e, quando pôde chegou à Grã Bretanha e aos Estados Unidos. Como todas as grandes empresas de comunicação, o seu império tem uma ideologia e, nos países em que atua, seu partido e homens públicos de sua confiança. Murdoch sabe que, nos tempos modernos, os partidos já perderam seus princípios ideológicos, e que tanto os conservadores como os trabalhistas, na Grã Bretanha, quanto os republicanos nos Estados Unidos, são separados por frágeis artifícios retóricos.

Foi assim que, depois de apoiar os governos de Thatcher e Major, na Inglaterra, somou-se a Blair e a Gordon Brown, e, agora, seus jornais estão na retaguarda de David Cameron. Nos Estados Unidos, no entanto, Murdoch ainda não “digeriu” Obama. Continua fiel aos republicanos de Reagan e dos dois Bushes.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A entrevista que o jornal O Globo não publicou

O jornal O Globo publicou uma reportagem no domingo para questionar por que os brasileiros não saem às ruas para protestar contra a corrupção.

Para fazer a matéria, os repórteres Jaqueline Falcão e Marcus Vinicius Gomes entrevistaram os organizadores das manifestações de defesa dos direitos dos homossexuais e da legalização da maconha. E a Coordenação Nacional do MST.

No entanto, o jornal deixou de publicar uma das entrevistas. Leia as respostas da integrante da Coordenação Nacional do MST que não saíram em O Globo e veja porque não foram publicadas.



Por que o Brasil não sai às ruas contra a corrupção?

Arrisco uma tentativa de responder essa pergunta ampliando e diversificando o questionamento: por que o Brasil não sai às ruas para as questões políticas que definem os rumos do nosso país? O povo não saiu às ruas para protestar contra as privatizações – privataria – e a corrupção existente no governo FHC. Os casos foram numerosos - tanto é que substituiu-se o Procurador Geral da Republica pela figura do “Engavetador Geral da República”.

Não saiu às ruas quando o governo Lula liberou o plantio de sementes transgênicas, criou facilidades para o comércio de agrotóxicos e deu continuidade a uma política econômica que assegura lucros milionários ao sistema financeiro.

Os que querem que o povo vá as ruas para protestar contra o atual governo federal – ignorando a corrupção que viceja nos ninhos do tucanato - também querem ver o povo nas ruas, praças e campo fazendo política? Estão dispostos a chamar o povo para ir às ruas para exigir Reforma Agrária e Urbana, democratização dos meios de comunicação e a estatização do sistema financeiro?

O povo não é bobo. Não irá às ruas para atender ao chamado de alguns setores das elites porque sabe que a corrupção está entranhada na burguesia brasileira. Basta pedir a apuração e punição dos corruptores do setor privado junto ao estatal para que as vozes que se dizem combater a corrupção diminua, sensivelmente, em quantidade e intensidade.

Caso Murdoch não daria em nada no Brasil

Por Antônio Mello, em seu blog:

E se o caso do News of the World ocorresse aqui no Brasil, o que aconteceria?

A resposta é: Nada. Desde o fim da Lei da Imprensa, sem que se tenha colocado nada no lugar, os cidadãos estamos absolutamente desprotegidos, ante o poder avassalador das corporações midiáticas.

Graças a figuras como o deputado Miro Teixeira (Miro Teixeira pensa que todo brasileiro é deputado) estamos nas mãos das fichas falsas, dos grampos sem áudio, dos vazamentos seletivos de informação, das mentiras e calúnias deslavadas, sem nada que nos proteja - a não ser o Judiciário moroso, corrupto, remado por advogados acumpliciados com ministros do STF, como denunciou o advogado Piovesan, autor de um pedido de impeachment de Gilmar Bacamarte Mendes (Advogado pede impeachment de Gilmar Mendes por 'relações perigosas' com advogado da Globo, de Dantas...e de Gilmar Mendes).

Por isso, o escândalo dos grampos do mais que centenário tabloide inglês não daria em nada no Brasil.

Como nunca aconteceu nada com os diretores de jornalismo de O Globo, TV Globo, Folha, Estadão etc.

E nada acontecerá enquanto não percebermos que temos que agir, não só nos blogs e redes sociais. Temos que ir às ruas para exigir uma Ley de Medios aqui no Brasil. Já.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A queda do desemprego e o aumento da renda

A taxa de desemprego ficou em 6,2% em junho, abaixo dos 6,4% apurados em maio. O percentual também é inferior ao registrado em junho de 2010, de 7,5%. Este índice é a menor taxa desde janeiro deste ano, quando a variação ficou em 6,1%.


Considerando apenas os meses de junho, trata-se, porém, da menor marca da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2002.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta terça-feira (19) pelo IBGE.

Segundo o instituto, o número de pessoas ocupadas nas seis principais regiões metropolitanas do país caiu 0,2% de maio para junho. Na comparação com junho de 2010, houve alta de 2,3%.

Já o contingente de pessoas desocupadas teve retração de 3% ante maio. Em relação a junho de 2010, o total de desempregados caiu 10,4%. Nas seis regiões, 1,476 milhão de pessoas procuraram e não encontraram uma ocupação em junho. Já o total de pessoas empregadas somou 22,4 milhões.

Estimada em R$ 1.578,50, a renda média do trabalhador subiu 0,5% ante maio. Na comparação com junho de 2010, houve expansão de 4%.

O IBGE pesquisa o desemprego nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador e Recife.

O início do fim da velha mídia

Por Luis Nassif, em seu blog:

Caso Murdoch, crise europeia, problemas de Obama, todos esses fatos estão interligados e expostos como sinal de fim de ciclo.

As principais características do ciclo anterior foram as seguintes:

A exemplo do ciclo financeiro do final do século 19, uma aliança entre setor financeiro e mídia visando implantar a ideologia financista, caracterizada por livre fluxo de capitais, privatização (ou concessões públicas) e fortes ajustes fiscais - incidindo sobre a população - visando preservar a capacidade de endividamento do Estado. Aliás, em momentos de transição o mercado de capitais tem papel fundamental. Mas quando leva a rédea aos dentes, coloca o país inteiro a seu serviço.

Essa aliança ganha enorme expressão política com a entrada de forças políticas associadas. Conforme expliquei em meu livro "Os Cabeças de Planilha", os políticos recebem ideias "salvadoras", financiamento para suas campanhas, poder financeiro e entregam, na contrapartida, as condições econômicas mais favoráveis ao capital financeiro.

Com isso, financistas e mídia conseguem se tornar a força mais poderosa do país, sobrepondo-se muitas vezes ao próprio poder do Estado.

A pedra de toque do discurso político é a famosa "lição de casa", brandida aqui por Pedro Malan e Antonio Palocci: sacrifiquem-se hoje e terão o céu amanhã. O jogo especulativo ganha dinâmica própria, afastando-se rapidamente das normas prudenciais. Resultam daí as crises, globais pela própria natureza internacionalista e de vasos comunicantes do capital financeiro. E o eleitor descobre que o céu estava distante.


Ex-diretor da Sabesp elevou em 187% valor de seus contratos com a estatal paulista

Do blog Amigos do Brasil

A empresa Gerentec Engenharia Ltda, que tem como sócio hoje o ex-diretor da Sabesp Umberto Semeghini, elevou em 187% o valor de seus contratos com a estatal paulista no período em que o engenheiro deixou a firma para trabalhar na companhia.

Entre junho de 2007 e janeiro deste ano, quando Semeghini comandou a diretoria de Sistemas Regionais da Sabesp, que controla as unidades do litoral e interior do Estado, os negócios com a Gerentec e consórcios dos quais ela fez parte chegaram a R$ 115 milhões, ante cerca de R$ 40 milhões nos nove anos anteriores.

Em entrevista, Semeghini afirmou não haver “nenhum conflito de interesses” uma vez que se desligou da Gerentec antes de ser nomeado diretor da Sabesp. Já a estatal informou que o ex-diretor assinou uma declaração assumindo não ter “qualquer interesse conflitante com a empresa” antes de tomar posse.

O engenheiro, que é primo do secretário estadual de Gestão, Julio Semeghini, entrou na Gerentec em 1995 e permaneceu em seu quadro societário até janeiro de 2007. Em junho daquele ano, assumiu como diretor da Sabesp, cargo no qual ficou até 27 de janeiro deste ano.

Três meses depois, em abril, ele voltou para a Gerentec e encontrou sua antiga empresa com o dobro do capital social de quando saiu – o valor saltou de R$ 2,3 milhões para R$ 5 milhões, segundo a Junta Comercial de São Paulo.

Especializada em elaborar estudos e projetos na área de abastecimento de água e de esgoto, a Gerentec viu seus negócios com a Sabesp prosperarem durante os quatro anos em que Semeghini deixou a empresa para ser diretor da estatal. Entre 1998 e 2007, os contratos entre as duas – diretamente ou por meio de consórcios com outras empresas – girou em torno de R$ 40 milhões. Ao assumir o cargo público, três meses após deixar a Gerentec, o engenheiro presenciou sua então ex-empresa firmar mais de R$ 115 milhões em contratos até o fim de 2010.

Contratos e aditivos

Ao menos cinco contratos firmados entre Gerentec e Sabesp no período em que Semeghini era diretor da companhia ainda estão em vigência. O maior deles – em consórcio com a BBL Engenharia e a Logos – é no valor de R$ 30 milhões para gerenciamento e assistência ao programa de redução de perdas de água na própria companhia.

Na semana passada, a Sabesp aditou um outro negócio, de 2008, com o consórcio formado pela Gerentec e a Cobrape prorrogando o prazo de vigência para maio de 2012 e elevando o valor do serviço de gerenciamento do programa de abastecimento de água na Baixada Santista, região controlada por Semeghini à época do contrato, de R$14,9 milhões para R$ 18,6 milhões.

Além desses negócios, um outro consórcio do qual a Gerentec faz parte assinou contrato com a Sabesp para acompanhamento das obras de despoluição do Rio Tietê, no valor de R$ 6,9 milhões. O termo foi firmado em 31 de janeiro deste ano, apenas quatro dias após a destituição de Semeghini da direção da companhia.

Laços políticos

Amigo pessoal do ex-governador Alberto Goldman (PSDB), com quem atuou no Ministério dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso, Semeghini não é filiado a nenhum partido político, mas mantém laços políticos com outros tucanos. Em 2004, por exemplo, ele doou R$ 3 mil para a campanha da ex-prefeita de Itapevi, Dalvani Caramez, mulher do deputado estadual João Caramez (PSDB). Informações Estadão

Entenda o caso

Em 1995, Umberto Semeghini vira sócio da Gerentec Engenharia

De 1998 a 2006, a empresa assina cerca de R$ 40 mi em contratos com a Sabesp

Em janeiro de 2007, Semeghini vende suas ações da Gerentec

Em junho de 2007, é nomeado diretor de regionais da Sabesp

De 2007 a 2010, negócios da firma com estatal vão a R$ 115 mi

Em janeiro de 2011, ele deixa a direção da Sabesp

Em abril, retorna à Gerentec

SANTIDADE E POLÍTICA

Dom Demétrio Valentini

O dia 9 de julho, para os paulistas, é especial. É feriado estadual, para comemorar os feitos patrióticos, nos idos de 1932, quando o Estado de São Paulo liderou o movimento que urgia a consolidação da democracia no país, pela aprovação de uma adequada Constituição. Foi a chamada “revolução constitucionalista”.

Mas 9 de julho é também o dia da Santa Paulina, a “Madre Paulina”, recentemente canonizada pela Igreja.

Aparentemente, não haveria nenhuma razão para a simultaneidade dessas duas celebrações. Coincidência ou não, o fato é que a convergência destas duas datas num mesmo dia acaba compondo uma afinidade importante de valores, que colocados juntos se realçam mutuamente.

Bom seria se a política fosse vivida com motivações religiosas, e levada à prática guiada pelos valores perenes do Evangelho. E bom seria que a busca da santidade encontrasse o caminho da política como expressão prática de sua realização.

A política está necessitada, com urgência, do testemunho de pessoas de fé, que a abraçam com as motivações nobres que ela pode suscitar. O Papa Paulo VI intuiu a política como a “forma mais perfeita de praticar a caridade”.

Como seria fecunda a descoberta de ações estratégicas, urdidas pela verdadeira política, na arte de identificar as urgências do bem comum, e garantir sua realização sabendo canalizar os recursos públicos existentes para estas finalidades.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mandela e a “bronca” em Fidel Castro

Do blog Tijolaço

Hoje é aniversário de Nelson Mandela, que completa 93 anos. Ia escrever do líder sul-africano Nelson Mandela, mas acho que chamar Mandela de líder virou pleonasmo e que ele passou a ser mais que um cidadão de um país, tornou-se uma referência para o mundo.

Pois para lembrar da data, em lugar de escrever mais sobre alguém cuja grandeza não cabe em texto algum, a gente achou um vídeo engraçado e revelador. Em 1998, já com 80 anos, Mandela dá uma simpática “bronca” em Fidel Castro, então com 72 anos, cobrando uma viagem do cubano a seu país. Fidel, que costuma ser um personagem que domina qualquer ambiente, gagueja diante daquela figura que nem o deixa falar. O que, com Fidel, reconheçamos, é uma proeza. E ouve, completamente sem jeito, a “bronca” cheia de agradecimentos ao apoio de Cuba à reconstrução da África negra.

Um momento gentil de um gigante fazendo outro gigante se encolher. E que torna os dois maiores ainda.


domingo, 17 de julho de 2011

Depois do exemplo de Aécio Neves.....

Dobram casos de recusa de bafômetro no Rio


Bruno Boghossian, O Estado de S. Paulo

A proporção de motoristas que recusam o teste do bafômetro dobrou nos últimos quatro meses nas ruas e avenidas do Rio.

Entre fevereiro e junho deste ano, 10,5% dos condutores abordados nas blitze da lei seca montadas no Estado se negaram a realizar o exame. A média de recusas registradas nos oito meses anteriores era de 5,2%.

Na lista de quem recusou estão o deputado e ex-jogador Romário, o senador Aécio Neves e o ex-deputado Índio da Costa, por exemplo.

Dados das operações realizadas nos últimos 12 meses mostram que cada vez mais motoristas que consumiram bebida alcoólica recusam o exame do bafômetro, com o objetivo de evitar as punições.

Ao negar o teste, eles são multados e correm o risco de ter a carteira de habilitação suspensa por 1 ano, mas escapam da pena de prisão aplicada a condutores com alta concentração de álcool no sangue.

No Rio, motoristas que recusam o teste do bafômetro já representam 92,3% das multas aplicadas com base na lei seca entre fevereiro e junho. Apenas 7,7% das punições, portanto, foram aplicadas a condutores que realizaram o exame, fornecendo provas de que haviam consumido bebida alcoólica.

Nos oito meses anteriores, o porcentual de testes realizados entre os motoristas multados era de 14,4%.

Dívida e decadência do império

Por Umberto Martins, no sítio Vermelho:

A novela da dívida americana teve um novo e dramático capítulo nesta sexta-feira (15), protagonizado por Barack Obama. Durante entrevista coletiva, a segunda da semana, o presidente dos EUA renovou o apelo ao Congresso para elevar o teto da dívida pública, hoje em US$ 14,3 trilhões, e advertiu que “o tempo está se esgotando”. Se o Parlamento não autorizar a ampliação do endividamento até 2 de agosto, o governo não terá como pagar suas despesas e incorrerá em moratória.

O impasse foi reiterado hoje no Capitólio, onde democratas e republicanos não conseguiram chegar a um acordo. Já se fala num plano B para evitar o calote. Seguindo o caminho da Moody’s, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, anunciou a revisão da nota de crédito dos EUA e a possibilidade de rebaixá-la.

sábado, 16 de julho de 2011

"Pra não dizer que não falei das flores"

Este triste retrato revela o que restou do criador de versos que embalaram sonhos e que encorajaram aqueles que combateram a crueldade do regime que marcou os anos mais sombrios já vividos no Brasil. 


Entrevista de Geraldo Vandré concedida à GloboNews, em setembro de 2010

Primeira parte








Nubia André coordenadora do SIND-UTE PARACATU, fala sobre a greve da educação no estado

Do blog Estrela Vermelha




Em assembleia estadual ocorrida na tarde desta quarta-feira (13/06), no Pátio da ALMG, em Belo Horizonte, sob coordenação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), trabalhadores/as em educação aprovaram a continuidade da greve por tempo indeterminado.

A categoria também aprovou um calendário de atividades para fortalecer o movimento que prevê, várias atividades, entre elas, o acompanhamento das atividades da noite dessa quarta-feira, na Assembleia Legislativa. A estratégia é mostrar aos deputados que os trabalhadores em educação estão mobilizados e dialogar com os parlamentares para que eles possam também fazer interlocuções junto ao governador Anastasia visando a abertura das negociações.

Reivindicação - Os/as trabalhadores/as em educação cobram do Governo do Estado o cumprimento da lei federal 11.738/08, que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que hoje é de R$ 1597,87, para 24 horas semanais, nível médio escolaridade. O Governo de Minas Gerais paga atualmente o piso de R$ 369,00. Segundo a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, a sociedade precisa saber que o Governo não cumpre a lei federal do Piso, por isso deixa de investir na Educação, que é um serviço essencial para o desenvolvimento humano.




Os trinta anos de "MPB-4 Adivinha o que é" 1981-2011

Do blog Novas do Inhame
Mauro Ianhez

Em 1981, o grupo gravou o LP adivinha o que é, especialmente preparado para o público infantil. hoje em dia talvez ele se enquadrasse naquele típico conjunto de "lps para crianças que divertem mais os pais", mas não posso negar que quando foi lançado, eu, no auge dos meus cinco anos, quase furei o meu de tanto escutar! com composições que passeiam pela fantasia lúdica infantil, indo do absoluto nonsense (composição estranha) à pura poesia (o verbo flor, a lua) passando por divertidas brincadeiras(adivinha o que é, nomes de gente), os quatro magos da voz conseguem fascinar adultos e crianças da primeira à última faixa.

Destaque para a criativa capa de daniel azulay, que também tinha o dom de me entreter por horas e horas procurando e descobrindo as surpresas escondidas, verdadeiros tesouros pra uma pessoinha do meu tamanho...

faixas:

1) o som dos bichos
2) o galo cantor
3) rosa branca foi ao chão
4) o verbo flor
5) composição estranha
6) todo mundo sabe dormir
7) adivinha o que é
8) nomes de gente
9) botões
10) a lua
11) o sono dos bichos
12) o pato

Do Inhame:

30 anos se passaram desde o lançamento desta grande obra. Minha infância (2ª?) foi definitivamente marcada por este LP (alias , conheci pela fita K7), desde que minha mãe ouviu em BH e lá mesmo já comprou a fita e trouxe pra gente. Também tinha comprado outra fita, esta da Nazaré Pereira que fazia grande sucesso na época (1981). Mas as músicas realmente sensacionais; a qualidade, as harmonia, as letras que fazem as crianças pensarem e viajarem. Por isso mesmo eu adorei e não sei como a fita não enrolou no som Gradiente de tanto tocar. Esta fita fez história: meu sobrinho também ouviu quando pequeno e meus filhos (primeiro a menina e agora o caçula) ainda ouvem, mas agora comprei o CD, pois a fita K7 não sei onde anda; tomara que ainda esteja boa para ouvir...

Não há uma ou outra música em especial que goste mais. Adoro todas. E como diz o blogueiro daí de cima "agrada mais os pais...", mas é um exagero. As crianças que ouvem se apaixonam pela música, a sonoridade e as letras. Coisa que prende a atenção, não é monótono e nem apelativo como as músicas do século XXI. Vale a pena e altamente recomendável para bons ouvidos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lula na UNE: "invocado" com a mídia

Por Altamiro Borges

O ex-presidente Lula não poupou críticas à mídia golpista em sua palestra nesta quinta-feira (14) no 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que ocorre em Goiânia (GO). Sem papas na língua, ele afirmou diante das câmeras e gravadores: “Eu tô ficando invocado. Faz seis meses que eu saí da Presidência, mas eles [os veículos da velha imprensa] não saem do meu pé”.

Segundo a repórter Cristiane Agostine, do jornal O Globo, "Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso duro contra a imprensa, há pouco, no 52º Congresso da UNE. Para uma platéia lotada de estudantes, Lula atacou os meios de comunicação por criarem divergências entre ele e a presidente Dilma Rousseff". Ele inclusive listou algumas das intrigas rasteiras noticiadas pela imprensa.

Os "babacas" da imprensa

“Primeiro disseram que há diferenças entre mim e Dilma, que somos diferentes. Não precisa ser um especialista para saber que ela é diferente de mim... Falaram que divergimos. Eu já disse que, se houver divergência, é ela quem estará certa. Não há divergências".

"Depois, quando fui a Brasília e tirei uma foto com senadores, disseram que ela era fraca. O babaca que escreveu a matéria nunca deve ter sentado com a Dilma para conversar. Ela pode ter todos os defeitos do mundo, menos ser fraca. Ninguém que passa três anos na cadeia, sendo barbaramente torturada e é eleita presidente pode ser fraca".

Competir e desmascarar a mídia

Após elogiar a sua sucessora, Lula retomou as críticas à mídia. "Inventaram também que ela é diferente nas coisas que faz, que eu falava muito. É que eu competia com o que eles falavam e o povo acreditava em mim”, afirmou, como que dando um conselho à presidenta Dilma para ser mais ousada no enfrentamento.

Para Lula, a mídia torce para que tudo saia errado no atual governo. Ela inclusive criou o fantasma do retorno da inflação. "Chegaram a dizer que eu deixei uma herança maldita. A primeira herança maldita é o pré-sal. Tem o Prouni, o PAC 2. Quem sabe é o Minha Casa, Minha Vida 2? O dado concreto é que eles não perceberam que as coisas mudaram no Brasil".

"Chapa branca"

De forma indireta, o ex-presidente voltou a elogiar a atuação da blogosfera e das redes sociais. Para ele, hoje a população se informar de "múltiplas formas" e não só por "aqueles que achavam que formavam a opinião pública". Lula ainda citou uma reportagem que rotulou o congresso da UNE de "chapa branca", por ter recebido patrocínio de empresas estatais.

“Quando ligamos a televisão, tem propaganda de quem? Da Petrobras, da Caixa Econômica Federal. Elas financiam tudo. Para eles [empresas de comunicação] isso é democrático. Para vocês [UNE], é chapa branca”, ironizou Lula

Farmácia Popular: Em seis meses número de beneficiados cresceu 127%

Balanço do Ministério da Saúde (MS) divulgado esta semana mostra que o número de pessoas beneficiadas pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular aumentou 127% em todo o Brasil, passando de 1.258.466 (jan/2011) para 2.862.947 (jun/2011) de assistidos.

O aumento do número de beneficiados pelo programa, dentre outros fatores, foi impulsionado pela ação Saúde Não Tem Preço, lançada em fevereiro deste ano pela presidenta Dilma Rousseff e participante do programa Aqui Tem Farmácia Popular, que proporcionou o acesso gratuito a medicamentos contra diabetes e hipertensão.

Os usuários de medicamentos contra diabetes cresceram 100%, passando de 356.002 para 713.923/mês, enquanto os hipertensos assistidos passaram de 812.950 (fev/2010) para 1.910.133 (jun/2010), uma elevação de 33% do total.

Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida da população, que são o diabetes e a hipertensão”, afirma Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

Os Otavinhos

Emir Sader, do blog do Emir

Os otavinhos são personagens típicos do neoliberalismo. Precisam do desencanto da esquerda, para tentar impor a ideia do tango Cambalache: Nada é melhor tudo é igual.

Os otavinhos são jovens de idade, mas envelhecem rapidamente. Passam do ceticismo – todo projeto de transformação deu errado, tudo é ruim, todo tempo passado foi melhor, a política é por natureza corrupta - ao cinismo –quanto menos Estado, melhor, quanto mais mercado, melhor.

São tucanos, seu ídolo é o FHC, seu sonho era fazer chegar o Serra – a quem não respeitam, mas que lhes seria muito funcional – à presidência. Vivem agora a ressaca de outra derrota, em barzinhos da Vila Madalena.

Têm ódio ao povo e a tudo o que cheira povo – popular, sindicatos, Lula, trabalhadores, PT, MST, CUT, esquerda, samba, carnaval.

Se consideram a elite iluminada de um país que não os compreende. Os otavinhos são medíocres e ignorantes, mas se consideram gênios. Uns otavinhos acham isso de si e dos outros otavinhos.

Só leem banalidades – Veja, Caras, etc. -, mas citam muito. Tem inveja dos intelectuais, da vida universitária, do mundo teórico, que sempre tratam de denegrir. Tem sentimento de inferioridade em relação aos intelectuais, que fazem a carreira que eles não conseguiram.

“Bolha de crédito”: o novo fantasma

Por Altamiro Borges

A oligarquia financeira mundial, com apoio da mídia rentista, não dorme no ponto. Ela quer manter os seus rendimentos na estratosfera – e dane-se o povo! Diante de qualquer risco, ela apela ao terrorismo retórico. Descontente com o que considera “medidas suaves” de aperto monetário e fiscal dos “heterodoxos” do governo Dilma Rousseff, ela intensifica a pressão e cria fantasmas para assustar os mais incautos.

Discurso terrorista

Desde o final do ano passado, as manchetes dos jornais e os “calunistas” da televisão anunciam a “explosão” da inflação. Sem explicar os reais motivos da alta dos preços – que decorre principalmente da especulação das multinacionais com as commodities e, por isso, atinge vários países (e não só o Brasil) –, os rentistas exigem aumento dos juros e cortes no Orçamento. O BC se curva; mas os banqueiros querem mais.

Agora, diante da constatação de que a “explosão inflacionária” era puro terrorismo – a inflação recuou nas últimas semanas –, a ditadura financeira muda de “fantasma” e espalha o medo da “bolha do crédito”. Para o deus-mercado, o povão e os pequenos empresários estão tendo acesso muito fácil aos empréstimos. É preciso apertar o cinto. Novamente, o governo se curva e adota medidas duras de contenção do crédito.

Pressão internacional

É certo que a pressão é violenta. Ela parte do exterior, do poderoso capital financeiro, e é amplificada pela mídia rentista. O jornal britânico Financial Times, porta-voz dos banqueiros, publicou nos últimos dias pelo menos 12 artigos sobre o perigo da “bolha de crédito” no Brasil. Um deles chega a prever uma “crise de subprime”, dos títulos podres, comparando o nosso país aos EUA que afundou na crise a partir de 2008.