quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dilma, Marina Silva, Eduardo Campos e o Lulismo




Os últimos dez anos foram marcados por desafios e conquistas para o povo brasileiro. Alguns paradigmas importantes foram rompidos, como a falsa ideia de que era preciso fazer o bolo da economia crescer pra depois distribuir. 

O Presidente Lula, no seu governo, promoveu a maior distribuição de renda da história do país com poderosos programas de inclusão social como o Bolsa Família, o ProUni, o Luz pra Todos, o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), o impressionante fortalecimento do Pronaf, o Enem, o Sisu, os IFETS (Paracatu ganhou o seu), e um revolucionário processo de interiorização das Universidades Públicas, com a criação de dezenas de campus pelo país afora. Sem contar a redução do desemprego a níveis recordes, inclusive com um ambiente inédito de pleno emprego no país.

Depois veio o governo Dilma e com a coragem que sempre marcou sua vida enfrentou os banqueiros e os especuladores internacionais, promovendo uma quase inacreditável redução na taxa de juros e nos spreads bancários, bem como uma inédita redução na conta de luz dos brasileiros. Além disso, aprofundou o combate à miséria com a criação do Brasil Carinhoso que já tirou da pobreza extrema cerca de 16 milhões de brasileiros e promete erradicar a miséria até o final do mandato.

Mas 2014 está chegando e com ele mais um julgamento popular de tudo o que foi feito, de certo e de errado. E esse é o julgamento que de fato importa.

Felizmente, o cenário que está se desenhando indica que a verdadeira revolução iniciada pelo Presidente Lula irá continuar.

Dentre os 4 principais pré-candidatos a presidência em 2014, três são cria do chamado ciclo do Lulismo.

A favorita, Dilma, foi escolhida por ele para conduzir a segunda fase do novo projeto de país e já demonstrou do que é capaz.

A segunda colocada nas pesquisas, Marina Silva, foi ministra do governo Lula durante sete, dos oito anos em que o operário conduziu os destinos do Brasil. Fundadora do PT, ela defendeu o governo com veemência em todos os momentos difíceis, inclusive no chamado “mensalão”. Só saiu do partido, cinco anos depois das denúncias, porque não havia espaço pra suas pretensões e tinha algumas diferenças, pessoais e políticas insuperáveis, com a então Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Entretanto, já na campanha de 2010, quando provocada por um jornalista da grande imprensa a criticar Lula, fez a mais enfática defesa do ex-presidente que já vi. Ela havia dito que saia candidata porque se propunha a ser uma mantenedora de utopias. O jornalista então a perguntou se Lula não era mais um mantenedor de utopias. Ela então respondeu que agora ele era um realizador de utopias, promovendo a inclusão social de milhões de brasileiros.

Outro grande nome da próxima disputa presidencial pode ser o atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que foi um dos mais leais aliados de Lula. Competente em capitalizar todo o apoio do Governo Federal nos últimos dez anos, Campos procura se credenciar para assumir o comando numa terceira fase desse novo projeto político.

A força desses três candidatos demonstra duas coisas: primeiro que não há espaço para a oposição comandada pela aliança PSDB/mídia, explicando assim o motivo da debilidade da candidatura do senador mineiro e playboy “carioca” Aécio Neves. Segundo, prova a força do Lulismo ao criar dentro de suas próprias entranhas alternativas competitivas para o poder.

Portanto, considero que a próxima eleição será uma disputa de quem é o melhor nome pra continuar o projeto iniciado por Lula, já que a oposição não demonstra vitalidade suficiente pra enfrentar os três candidatos afinados com o que se fez na última década.

Assim, apesar de defender a reeleição da Presidenta Dilma com veemência, não vejo a Marina Silva e o Eduardo Campos como simples inimigos a serem batidos. Vejo como alternativas, em certa medida, alinhadas com as mudanças iniciadas pelo Presidente Lula. E como tal, devem ser respeitados e inclusive considerados como alternativas futuras, mesmo que sejam adversários em 2014.

Se por um lado, Dilma está mostrando que nós que apostamos nela, estávamos certos, por outro é preciso reconhecer a importância da radicalidade ambiental da Marina e a habilidade política de Eduardo Campos.

No mínimo essas alternativas apontam para uma longevidade acima do que se esperava para o chamado Lulismo e um ocaso antes do esperado para os herdeiros de FHC.

Zé Geraldo

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