quarta-feira, 27 de junho de 2012

Morre o violeiro Dércio Marques




"Na cabeça do tempo eu plantei um Ipê Amarelo"


O Brasil e o mundo perderam hoje, às 8h, vítima de infecção generalizada, após cirurgia, o grande artista DÉRCIO MARQUES. Violeiro, cantor, intérprete e compositor – muito pouco para descrever a riqueza deste mestre mineiro de Uberlândia, cidadão do mundo, baluarte da cultura popular, da natureza bruta destas terras. O corpo será cremado em Salvador.

Marques ficou conhecido em Vitória da Conquista, principalmente, por dividir palco com Elomar Figueira em várias apresentações.

“Ah, Já Fiz Versos De Tributo, Hoje Só Somente Escuto,
Não Tributo Mais Ninguém; Cada Rosa Seu Perfume,
Ninguém Lava as Mesmas Mãos,
Ninguém Canta Com a Mesma Voz!
Ontem a Lua Foi Airosa, Toda Rosa Perfumosa,
Mas o Tempo Deu-me Tempo Prá Pensar
Ah, E Eu Seguisse a Cada Passo, Cada Traço Do Pincel,
Cedo ou Tarde Eu Ia Ver, Escorregar Na Tinta Fresca,
Me Mesclar Com a Cor Vermelha, Eu Iria Me Perder.”
(Dércio Marques)






"Olha o vento que brinca de dandar
Ele vem pra levar as andorinhas
E quem sabe a canção pra uma janela
Saciar o ipê que se formou
E roubar suas flores amarelas


Senhor vento
Eu não quero ser primeiro
Mas preciso uma ponga pelo ar
Quero ser bandoleiro como vós
No balanço do mar poder cantar

Vou levar o meu circo colorido
Vou armar bem pra além das ilusões
Vou contente acenar pro continente

E dandar nas porteiras das canções..."


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