quinta-feira, 3 de maio de 2012

Das Gerais: Consuelo de Paula


Consuelo de Paula é mineira, cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical de seus próprios trabalhos.

Ao longo de sua trajetória artística tem participado de diversos projetos culturais e de programas conceituados como o Ensaio (direção Fernando Faro) na TV Cultura de São Paulo, Talentos (Giovani Souza), na TV Câmara de Brasília; A Voz Popular (Luís Antônio Giron) na Rádio Cultura de São Paulo, Letra e Música (Pascoale Cipro Neto); Contacto Brasil, na Rádio Jazz, Venezuela, entre outros.


CONSUELO DE PAULA - RETINA



Consuelo de Paula e Rolando Boldrin - Noite cheia de estrelas



Água doce no mar



Consuelo de Paula - Rosa e Amarela


Pega na mentira!!

Dados contradizem versão de Marconi Perillo para venda de casa em que Cachoeira foi preso.
Walter Paulo, apontado como comprador, nunca foi sócio da empresa que adquiriu imóvel

Do Estadão


GOIÂNIA - A empresa que comprou a casa do governador Marconi Perillo (PSDB), em Goiânia (GO), na qual foi preso o contraventor Carlinhos Cachoeira, está em nome de supostos laranjas. Embora o governador afirme que vendeu a casa para o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão - que por sua vez confirmou a compra do imóvel em entrevista ao jornal O Popular, de Goiânia -, a Mestra Administração e Participações não tem nem nunca teve Walter Paulo em seu quadro societário.
Quando o imóvel foi vendido, a empresa estava em nome de Sejana Martins, Fernando Gomes Cardoso e Ecio Antônio Ribeiro. Sejana saiu da sociedade dois dias depois da venda da casa, e Fernando em dezembro último. Só Ecio permanece como dono da empresa. Sejana é diretora da Faculdade Padrão.
Em entrevista concedida no dia 2 de março ao jornal goiano, Perillo afirmou: "Isso a gente espalha para os amigos, pede ajuda. Aí o Wladimir (Garcêz, ex-vereador) entrou em contato. Quando fui passar a escritura, ele me informou que seria Walter Paulo o comprador. Eu nem falei com ele (Walter). O dono do cartório trouxe os documentos para eu assinar e depois levou ao comprador. Recebi os três cheques e fui fazendo os depósitos, como combinado".

Ser diferente, sendo o mesmo - Brizola Neto

Brizola Neto
Ministro do Trabalho e blogueiro

A partir de hoje, serei o mesmo.

E estarei diferente.

Porque ficou no folclore da política a frase do professor Eduardo Portella: “Não sou ministro; estou ministro”.

Mas estar ministro me impõe obrigações.

A começar pela da austeridade, primeira e maior lição que recebi de meu avô.

Não apenas porque é a austeridade é indispensável a um homem público como, mais ainda, é vital a alguém que sabe que será examinado e vigiado com lentes, por seu sobrenome, por suas posições de enfrentamento ao poder das empresas de comunicação e, claro, por fazer parte do Governo Dilma.
O Brasil é um país com muitos hábitos tortos na sua vida política.

A um político, mesmo – ou até sobretudo – exercendo um cargo na administração é corretamente exigida a transparência.

Fazer um blog, expor e defender publicamente suas ideias, travar a polêmica própria de sua atividade deveria ser encarado como parte de uma política transparente.

Infelizmente, porém, é tido como “atacar” a imprensa. A menos que pretender ter opiniões próprias e eventualmente dissonantes e poder externá-las diretamente, sem o filtro da grande imprensa, seja um ataque à liberdade.

Eu prefiro achar que essa é uma conquista democrática que a internet e seu imenso alcance permitiu. Mais que isso, exigiu e está exigindo cada vez mais.

Como deputado, não tive sequer um segundo de dúvida em dizer o que pensava com todas as letras – embora não com a grosseria que os que critiquei usaram, em apenas 24 horas, pelo supremo crime de ter opiniões e externá-las.

Como ministro, ocupo um cargo que se vincula diretamente à Presidência e devo repetir o que fiz, quando Secretário de Estado, no Rio.

Por isso, o Tijolaço publicará, hoje, o seu último texto hoje, quando tomo posse diante da Presidenta Dilma Rousseff, enquanto dela estiver ministro.

Aos leitores, aos companheiros da blogosfera progressista e aos que colaboraram de todas as formas com um blog que prestou bons serviços ao debate político, o meu mais sincero e fraterno obrigado pelo ombro a ombro que vivemos.

E a sincera gratidão pela solidariedade com que me têm honrado. Sobretudo, e antecipadamente, com a qual poderei contar nestes dias que se aproximam.

A partir de agora, sou o mesmo.

A partir de hoje, tenho de estar diferente.

Sei que todos compreenderão que estas duas condições não se contradizem.

As ações do ministro e do Ministério serão publicizadas; a prestação de contas será contínua, os objetivos e opiniões serão permanentemente expostos, mas pelos canais de comunicação do Ministério do Trabalho e, por isso, dentro dos princípios republicanos de que não poderemos nos afastar.
Mas que ninguém, nem por um segundo, duvide que o Ministro do Trabalho tem um posicionamento do qual não se afasta e do qual não pode se afastar, quando temos um Governo que possui uma firme posição em favor do povo trabalhador, de seus direitos e da elevação da qualidade de sua vida.

O que não exclui, muito ao contrário, a defesa da empresa brasileira ou daquela que aqui se instale ou queira se instalar e participar da vida econômica e social do povo brasileiro num sentido positivo e moderno de gerar cada vez mais emprego e produção , mais riqueza e equidade, porque riqueza sem equidade é odiosa e equidade sem riqueza é inviável.

Não me assusta o desafio que tenho pela frente.

Pesa muito, sim, pelo simbolismo que contém, mas não assusta.

Porque diante dele minha força será ser o mesmo. E ser capaz de ser diferente.

O que só poderei ser, é claro, se for eu mesmo.

Comentário do blog: Brizola Neto é um blogueiro progressista que vem travando um combate diário pela verdadeiira liberdade de expressão, questionando o monopólio da grande imprensa como sempre fez o seu avô, com muita coragem. Sua nomeação tem um simbolismo extraordinário. O seu blog Tijolaço sai do ar, mas com certeza, ele apenas mudou de trincheira. Valeu Dilma! Uma nomeação corajosa!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Quem governa Goiás??

Contraventor pagava salário extra de até R$ 15 mil a secretários do governo Marconi Perillo e houve ameaça de paralisação quando os pagamentos foram interrompidos; dinheiro vinha da Construtora Delta

247

Oficialmente, o governador de Goiás se chama Marconi Perillo. Foi eleito em 2010, pelo PSDB, e ocupa seu terceiro mandato à frente do Palácio das Esmeraldas.

Os documentos da Polícia Federal, no entanto, revelam que havia um governo paralelo em Goiás. E ele era comandado por Carlos Cachoeira.

De acordo com as investigações, o bicheiro e sócio da Construtora Delta pagava um salário adicional a alguns colaboradores de Marconi Perillo. Entre eles, Edivaldo Cardoso, que se afastou da presidência do Detran/GO, e João Furtado de Mendonça Neto, que continua à frente da secretaria de Segurança Pública.

De acordo com a PF, o ganho extra de Edivaldo seria de R$ 15 mil mensais; o de Neto, de R$ 10 mil. A origem dos recursos seria a construtora Delta.

As informações fazem parte do anexo 4 do inquérito tornado público pelo Brasil 247. Estão na página 133 e são chocantes. Na conversa, de 15 de julho do ano passado, Edivaldo Cardoso relata a Carlos Cachoeira que os negócios da Delta estão travados porque teria havido atraso nos pagamentos.

De acordo com a interpretação da Polícia Federal, o secretário de Segurança Pública de Goiás pretendia receber seus atrasados dos meses de abril e maio do ano passado (leia aqui a transcrição completa). Caso contrário, deixaria de atender a Delta, que, no governo Perillo, saltou do zero para contratos de mais de R$ 450 milhões.

Em grampo, Perillo marca jantar com Cachoeira

Depois do encontro, a quadrilha tentou entregar uma caixa de dinheiro no palácio de governo de Goiás, diz PF. Segundo os investigadores, o governador tucano mandava recados para o bicheiro por meio de Demóstenes. A assessoria de Marconi nega.
Do Congressoemfoco

Na conversa, Perillo chama Cachoeira de "Liderança" e reclama não ter sido convidado para sua festa de aniversário

Desde que viu seu nome envolvido nas investigações da Polícia Federal sobre o esquema de Carlinhos Cachoeira, o governador de Goiás, Marconi Perillo, nega ter relações com o bicheiro. Não é, porém, o que constatou a Operação Monte Carlo, da PF. Um diálogo detectado pela PF revela que o próprio
Marconi tomou a iniciativa de ligar para o contraventor, com o objetivo de parabenizá-lo pela passagem de seu aniversário. Na conversa, os dois marcam um encontro, mais especificamente um jantar. De acordo com a PF, na reunião, eles “teriam tratado de assuntos de interesses do grupo político de Cachoeira”. Cinco dias depois dessa reunião, apontam as investigações, a quadrilha tentou entregar uma caixa de dinheiro no Palácio das Esmeraldas, a sede do governo goiano.

A conversa entre Marconi e Cachoeira aconteceu às 20h48 da terça-feira, 3 de maio de 2011. Era aniversário de Cachoeira, que fazia 48 anos. Perillo liga para o bicheiro para parabenizá-lo, chamando-o primeiramente de “Liderança”. E ainda reclama por não ter sido convidado para a festa de aniversário: “Rapaz, faz festa e não chama os amigos?”, pergunta o governador.

Segundo a Polícia Federal, um dos intermediários entre Perillo e Cachoeira era o então presidente do Detran de Goiás, Edivaldo Cardoso. O inquérito acrescenta que o Detran, inclusive, estaria na “cota política” de Cachoeira dentro do governo de Goiás. Na sequência da conversa, então, Perillo diz que vai conversar com Edival para marcar um encontro com Cachoeira. “Eu vou falar com o Edival pra gente marcar uma conversa, tá?”, diz o tucano. Carlinhos afirma estar esperando e, de pronto, o governador define a data, que coincide com um jantar na casa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

CARLINHOS: Exatamente. Tô esperando, viu?
PERILLO: Já tá marcado. Quinta-feira, não tem?
CARLINHOS: É, quinta-feira. O SENADOR me ligou, tá? Obrigado pela lembrança.
PERILLO: Tá bom. Um abraço, tchau.

Na quinta-feira seguinte, dia 5, houve de fato o encontro entre Perillo, Cachoeira e Cardoso na casa de Demóstenes, segundo a PF. A assessoria do governador confirmou ao Congresso em Foco que houve um jantar na casa do senador, mas que Perillo não se recorda a data. Ainda que possa parecer um comportamento estranho entre dois pessoas que não teriam intimidade, conforme a versão de Perillo, os auxiliares do tucano disseram que o governador falava em tom de brincadeira com o bicheiro quando cobrou não ser convidado para a festa de aniversário, e que é normal Perillo telefonar para “pessoas do Brasil inteiro” desejando feliz aniversário, prática que ele faz 40 vezes por dia.

Caixa de dinheiro

Mais grave, segundo a investigação da PF, é a sequência após o jantar. Segundo a investigação, cinco dias depois, a organização criminosa de Cachoeira tentou enviar uma pacote de dinheiro para dentro do Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. Entretanto, o receptor do dinheiro não estava presente para receber a encomenda.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Como Cachoeira pautava a Veja

Grampo da PF mostra Cachoeira encomendando reportagem na Veja, e dizendo: "aí o povo vai ficar com medo"





R$ 52 milhões para a Veja

Abril recebeu R$ 52 milhões do governo de SP

Eduardo Guímarães
Blog da Cidadania

Há alguns dias, telefona-me um amigo que trabalha na Editora Abril e que anda preocupado com a situação envolvendo a revista Veja, leia-se a possibilidade de o presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, Roberto Civita, ser convocado a depor na CPI do Cachoeira.

A preocupação dessa pessoa se refere à possibilidade de sobrevir alguma condenação de seu empregador que afete os milhares de empregos que gera. Respondo que não deveria se preocupar não só devido à alta possibilidade de o poder de Civita fazer com que tudo seja abafado, mas também porque, se alguma conseqüência sobreviesse, certamente se restringiria à revista Veja e ele não trabalha na revista, mas em outra empresa do grupo.

O amigo, ainda preocupado, diz que isso não o conforta porque o que “segura” o Grupo Abril, hoje, é a Veja e seus contratos com o Estado, sobretudo com o governo de São Paulo, que torra recursos destinados à Educação comprando dezenas de milhares de exemplares da Veja e de livros didáticos das empresas de Civita, entre o muito que despende com esse grupo empresarial e com os Grupos Folha, Estado e com as Organizações Globo.

Lembrei-me dessa conversa por conta das acusações que o blogueiro e colunista da Veja Reinaldo Azevedo e vários outros jornalistas da grande imprensa fazem todo santo dia aos setores da blogosfera que se opõem ao conclave formado por aqueles grandes meios de comunicação e pelo PSDB, pelo DEM e pelo PPS.

R7: A relação Cachoeira-Veja

Dono da editora que publica Veja e jornalista da revista podem ser convocados para depor na CPI do Cachoeira
Aliado de bicheiro diz que orientou diretor da revista em matéria sobre governador

O diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e Roberto Civita, dono da Editora Abril, responsável pela publicação da revista, podem ser convocados a prestar esclarecimento na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Cachoeira, que vai investigar os negócios do bicheiro.

As denúncias envolvendo Policarpo Júnior repercutiram no Congresso e a comissão se reúne nesta quarta-feira (2) para analisar os pedidos de convocação. O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) defende que a relação entre a quadrilha e um jornalista da revista seja esclarecida pelo grupo de trabalho.

p>— É uma relação política estabelecida e que precisa ser esclarecida à população. Diferente de jornalismo investigativo, esta atitude que me parece muito mais de cumplicidade.

Em uma das gravações feitas pela Polícia Federal, à qual o R7 teve acesso, Cláudio Abreu , ex-diretor da Delta Construções, diz que deu orientações a Policarpo Júnior para produção de uma reportagem sobre Agnelo Queiroz (PT-DF). Dias antes, foi publicada uma denúncia sobre a atuação do governador na operação Caixa de Pandora, que derrubou o antecessor e rival José Arruda (ex-DEM).

Aparentemente, o grupo de Cachoeira tentava abastecer a revista com informações que interessavam a seus negócios. Entre o dia 29 e 30 de janeiro, membros do grupo discutem a repercussão da matéria e usam a história para pressionar o governo para o cumprimento de uma promessa não identificada pelo inquérito da PF.

Uma das armas do grupo é o senador Demóstenes Torres (DEM), que deu declarações – e poderia dizer mais – à imprensa a respeito do caso.

Em conversa telefônica do dia 30 de janeiro, Dadá – Idalberto Matias de Araujo, o braço direito de Cachoeira – diz a um interlocutor identificado como Andrezinho que sabia da reportagem na Veja antes da publicação e que tinha pedido para o chefe “provocar para que o senador [Demóstenes Torres] fosse ouvido na matéria”.

No mesmo dia, Cachoeira pergunta a Dadá:

- Será que ele [Agnelo] cai?

Nesta degravação, a Polícia Federal especifica que eles comentam sobre a reportagem da Veja que trata do caso do governador do DF.

A estratégia dos dois era continuar “batendo” do governador até que ele resolvesse certo problema. Outra possibilidade que Dadá levanta é arquitetar a queda de Agnelo em três ou quatro meses para que o vice-governador, Tadeu FIlipelli, assumisse.

- Aí ele resolve nossa vida, né possível! (sic).

Cachoeira, Demóstenes e revista Veja: tudo junto e misturado

Portal Terra: 'Polícia Federal aponta ligação entre Cachoeira e revista Veja'

Inquérito da PF aponta ligação entre Cachoeira e revista 'Veja'

Gravações feitas pela Polícia Federal (PF), que constam em inquérito da operação Monte Carlo, indicam que o contraventor Carlinhos Cachoeira influenciava os rumos de reportagens da revista Veja.

Em conversa com o ex-diretor da empresa Delta Claudio Abreu, o bicheiro comemora a publicação de uma matéria: "Foi bom demais, hein?". Em seguida, Abreu comenta que indicou "PJ" (Policarpo Júnior, diretor da sucursal da revista em Brasília) a continuar no "caminho" de denunciar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). As informações são do Jornal da Record.

Policarpo e Roberto Civita, dono da editora Abril, podem ser chamados a prestar esclarecimentos à CPI do Cachoeira, que na quarta-feira analisa os pedidos de convocação. "É diferente de jornalismo investigativo essa atitude, que me parece muito mais de cumplicidade", disse o deputado federal Fernando Ferro (PT-SE), em tom similar ao do novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, para quem "Cachoeira usava a Veja como instrumento de seu esquema de coação, chantagem", enquanto a revista utilizaria o bicheiro "como fonte de combustível para a fornalha de seu ódio político contra governos de esquerda, Lula e Dilma". Em seu blog, o pedetista acrescenta que "a maior prova é que as ligações de Cachoeira com Demóstenes Torres e Marcone Perillo (...) nunca foram objeto de apuração por parte da revista". Sem mencionar o inquérito da PF, o diretor de redação da revista, Eurípedes Alcântara, publicou texto no último dia 21 no qual pondera que "maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações" e que "ter um corrupto como informante não nos corrompe".